Escola Bosque do Outeiro sob suspeita

Não é novidade que servidores concursados sofram pressão por parte da administração pública municipal, já que muitos dos que trabalham nas escolas municipais de Belém são na verdade “colocados” no cargo por questões políticas, daí vem o interesse da prefeitura em não realizar concursos. Esse embate entre servidores concursados (amparados por lei, pois a constituição determina que o ingresso no seviço público deve se dar por meio de concurso de provas e títulos, salvo algumas excessões) tomou rumos inesperados na Escola Bosque de Outeiro. Publico aqui trechos na íntegra do manifesto dos professores e técnicos da Escola Bosque que estão sofrendo perseguição por parte dos administradores da mesma, o que gerou exonerações arbitrárias e ilegais. Quem assina o manifesto é a própria Associação dos Professores e Técnicos da Fundação Escola Bosque (APTFEB) com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP).


O que se esconde por trás da fachada da Escola Bosque?

“É o que nós professores e técnicos da Escola Bosque temos mostrado aos nossos alunos e seus pais, a população de Outeiro e Cotijuba, e de toda a grande Belém.”

“Nossa Escola Bosque,que é um espaço educacional (deveria ser pelo menos) dedicado especialmente à educação ambiental, com sede na ilha de Outeiro e anexo em Cotijuba, vem sendo também um espaço em que os vícios do desrespeito e da arbitrariedade, vícios que sofre a direção da EB, têm impedido o bom funcionamento de nossa instituição.”

“Os novos professores e técnico (concursados) da EB, desde o ingresso tem passado por todo tipo de pressão.”

“Em nosso primeiro dia, a Coordenadora pedagógica da escola declarou, em nossas “boas vindas”, o quanto duvidava do valor do concurso público em que fomos aprovados, e consequentemente, o quanto duvidava de nosso valor acadêmico e profissional.”

“Durante mais de um ano tentamos dialogar com a Direção da Escola Bosque, visando participar democraticamente da gestão de nossa instituição, planejar e coordenar coletivamente nosso trabalho e promover uma formação continuada eficiente entre e para nós próprios, professores e técnicos.”

“As “respostas” da direção da EB aos questionamentos, sugestões e reinvidicações que fizemos foram, apenas e sempre novas ameaças, mais perseguições, e agora, as exonerações (demissões) de 10 professores e técnicos.”

No início do 2° semestre de 2009, professores e técnicos da escola receberam de uma única vez, todas as três primeiras avaliações trimestrais, e foi descoberto que durante os meses dessa “avaliação”, a direção da EB inventou e incrementou diversas aberrações morais, como a acusação de imoralidade, faltas (inclusive quando alguns servidores estavam em licença médica), indiciplina e “preguiça”. Segundo os professores em nenhum momento os avaliadores (que são em sua maioria contratados em cargos de confiança, possivelmente reprovados no mesmo concurso que aprovou os professores e técnicos.

Professores e técnicos cobram justiça e uma avaliação independente, que não seja encabeçada por contratados da própria escola, mas sim por uma comissão idônea e capacitada para esse fim, que não viole o princípio da impessoalidade.

“A Escola Bosque é uma instituição do povo e não propriedade privada e não de quem dela se adonou, nela se esconde e quer abusar.”

Contato APTFEB: aptfebosque@gmail.com

Belém: cidade do caos [Parte 1]

A série “Belém: cidade do caos” mostrará alguns pontos da cidade no qual podemos ver desorganização e a total ausência do poder público. Nessa primeira parte tratarei de três pontos: a) Praça Waldemar Henrique (localizada na Boulevar Castilho França); b) Parada de ônibus em frente a galeria Portuense (localizada na Travessa Padre Eutíquio); c) Parada de ônibus na Avenida Cipriano Santos em frente a praça do operário.

a) Praça Waldemar Henrique:

Idealizada para ser uma praça temática reunindo elementos em homenagem ao nosso maestro Waldemar Henrique, possui um escorregador em forma de violão, uma arquibancada em forma de partitura, além de bancos e brinquedos para as crianças. Construída na prefeitura comandada pelo PT (naquela época ainda de esquerda, revalitalizou várias praças e construiu novas em locais que não possuiam). Na última gestão petebista foi abandonada. Durante quase o ano todo é ocupada por viciados, meninos de rua e delinqüentes que se aproveitam da presença de turistas que vão a Estação das Docas e os roubam. Há uma parada de ônibus, mas quem tem coragem de permanecer lá depois das 17h é candidato a ser roubado ou alvo da ação de pedintes. No mês de junho a praça recebe apresentações de “Quadrilhas Juninas”, o único momento no qual a praça é ”arrumada”. O policiamento durante a noite é ZERO, portanto, evitem andar por aquelas bandas, já que a praça está com a iluminação quase toda quebrada.

b) Ponto de ônibus em frente a Galeria Portuense.

Quem sai do shopping Pátio Belém (antigo Iguatemi) e tem que pegar ônibus para voltar para casa passa sufoco. Além de não haver parada (abrigo), os pedestres ainda tem que disputar espaço com os ambulantes que estão tomando conta da calçada (desde a rua dos  48) e os taxistas que possuem ponto em frente a Galeria Portuense. Quando os mesmos querem entrar ou tirar o carro, ficam buzinando e “jogando” o carro para cima dos pedestres, alguns taxistas ainda “xingam” os mesmos. O risco de atropelamento é alto. Os órgãos competentes devem receber uma propina bem alta para não tirarem aquele ponto de taxi dali, já que ocupa a calçada e atrapalha o embarque e desembarque de passageiros de ônibus. Cabe lembrar que em frente ao shopping há um ponto de taxi regulamentado, portanto, creio que seja desnecessário um outro local para exploração dessa atividade.

c) Ponto de ônibus na Cipriano Santos (em frente ao Terminal Rodoviário).

É público é notório dizer que aquele complexo que circunda o terminal é por demais caótico, já que ali encontramos tráfico de drogas, de mulheres, prostituição infantil, entre outras mazelas sociais, que os governantes ignoram. Mas não falaremos de nenhuma dessas mazelas, mas sim do desrespeito que podemos observar na parada de ônibus. Aquele ponto de ônibus é muito movimentado, por isso o número de “kombis” é alto, muitos gritando o nome dos “itinerários”, a maioria dos veículos é sucata, sem condições de tráfego, mas mesmo assim circulam oferecendo risco a população. Um outro problema é a presença de taxis (de novo eles) que ultrapassam o limite permitido (de 3 vagas), alguns ficam na parada de ônibus mesmo e quem precisa pegar o ônibus deve ir para o meio da pista sofrendo o risco de ser atropelado. Depois das 18h é comum também a presença de moto taxis (outro problema) ocupando a parada de ônibus. Os órgãos competentes também nunca aparecem para acabar com aquela “palhaçada”, creio que devem receber uma “ponta” dos donos de “kombis” e demais exploradores daquela área.

Podemos concluir que a Prefeitura pouco ou nada faz para resolver esses “gargalos” urbanos. Sobra para nós pedestres arriscarmos nossas vidas, já que os órgãos competentes não cumprem seu papel. Faço aqui a minha reclamação e espero que esses problemas sejam resolvidos o mais breve possível.