[Especial] Cordel do Alienante e emburrecedor “Big Brother Brasil”

Um ótimo cordel sobre o BBB, o programa mais alienante do momento.


O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de voltar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica causada com o cordel “Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso“.

Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado “Big Brother Brasil, um programa imbecil” ele não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de 7 versos):

BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL

Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.


Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys

Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição

Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo

Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor

E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.

Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

B
arreto termina assim
A
lertando ao Bial:
R
eveja logo esse equívoco
R
eaja à força do mal…
E
leve o seu coração
T
omando uma decisão
O
u então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010

.

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.

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MST, Daniel Dantas e violência

Quem viu as imagens divulgada pela rede Globo deve ter ficado horrorizado com aquelas cenas dantescas de violência. Quem estava com a razão? Os integrantes do MST ou os seguranças? Quem atirou primeiro? Será que é necessário tomar atitudes violentas diante dessa situaçõ de impasse? 

Segundo a Globo, os culpados foram os sem-terra, na verdade sempres são os culpados, inclusive pelo massacre que completa 13 anos nesse mês e marca o abril vermelho.  Abaixo reproduzo a cópia da nota de esclarecimento do MST. É importante saber o outro lado da história e não só acreditar no que a imprensa “oficial” diz. Esse é o primeiro passo para que povo saia da mediocridade e deixe de ser enganado. Existem várias verdades, mas a mentira é global e nos agarramos a ela.

Esclarecimentos sobre acontecimentos no Pará
.
Em relação ao episódio na região de Xinguara e Eldorado de Carajás, no sul do Pará, o MST esclarece que os trabalhadores rurais acampados foram vítimas da violência da segurança da Agropecuária Santa Bárbara. Os sem-terra não pretendiam fazer a ocupação da sede da fazenda nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, que apenas fecharam a PA-150 em protestos pela liberação de três trabalhadores rurais detidos pelos seguranças. Os jornalistas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria, como sustenta a Polícia Militar (inclusive os jornalistas filmaram as imagens do ponto de vista dos seguranças, logo, não poderiam ter sido usados como escudo). Esclarecemos também que:

1) No sábado pela manhã, 20 trabalhadores sem-terra entraram na mata para pegar lenha e palha para reforçar os barracos do acampamento em parte da Fazenda Espírito Santo, que estão danificados por conta das chuvas que assolam a região. A fazenda, que pertence à Agropecuária Santa Bárbara, do Banco Opportunity, está ocupada desde fevereiro, em protesto que denuncia que a área é devoluta. Depois de recolherem os materiais, passou um funcionário da fazenda com um caminhão. Os sem-terra o pararam na entrada da fazenda e falaram que precisavam buscar as palhas. O motorista disse que poderia dar uma carona e mandou a turma subir, se disponibilizando a levar a palha e a lenha até o acampamento.

2) O motorista avisou os seguranças da fazenda, que chegaram quando os trabalhadores rurais estavam carregando o caminhão. Os seguranças chegaram armados e passaram a ameaçar os sem-terra. O trabalhador rural Djalme Ferreira Silva foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. O sem-terra foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas.

3) Os trabalhadores sem-terra que conseguiram fugir voltaram para o acampamento, que tem 120 famílias, sem o companheiro Djalme. Avisaram os companheiros do acampamento, que resolveram ir até o local da guarita dos seguranças para resgatar o trabalhador rural detido. Logo depois, receberam a informação de que o companheiro tinha sido liberado. No período em que ficou detido, os seguranças mostraram uma lista de militantes do MST e mandaram-no indicar onde estavam. Depois, os seguranças mandaram uma ameaça por Djalme: vão matar todas as lideranças do acampamento.

4) Sem a palha e a lenha, os trabalhadores sem-terra precisavam voltar à outra parte da fazenda para pegar os materiais que já estavam separados. Por isso, organizaram uma marcha e voltaram para retirar a palha e lenha, para demonstrar que não iam aceitar as ameaças. Os jornalistas, que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da caminhada dos marchantes, que pediram para eles ficarem à frente para não atrapalhar a marcha. Não havia a intenção de fazer os jornalistas de “escudo humano”, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Agropecuária Santa Bárbara, o que demonstra que tinham tramado uma emboscada.

5) Os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, que vive em outro acampamento na região, estava com uma espingarda. Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os trabalhadores sem-terra foram recebidos a bala e saíram correndo – como mostram as imagens veiculadas pela TV Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre dos sem-terra pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara.

6) Nove trabalhadores rurais ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O sem-terra Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Ele levou quatro tiros, no estômago, pulmão, intestino e tem uma bala alojada no coração. Depois de atirar contra os sem-terra, os seguranças fizeram três reféns. Foram presos José Leal da Luz, Jerônimo Ribeiro e Índio.

7) Sem ter informações dos três companheiros que estavam sob o poder dos seguranças, os trabalhadores acampados informaram a Polícia Militar. Em torno das 19h30, os acampados fecharam a rodovia PA 150, na frente do acampamento, em protesto pela liberação dos três companheiros que foram feitos reféns. Repetimos: nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, mas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria. Os sem-terra apenas fecharam a rodovia em protesto pela liberação dos três trabalhadores rurais feridos, como sustenta a Polícia Militar.

MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – PARÁ

PS.: Latifundiários e jornalistas vendidos o Pará já tem de sobra.

 

O dia que a Rede Globo calou

Qualquer pessoa lúcida e que tenha o mínimo de senso crítico, sabe que hoje a 4ª maior emissora televisiva do mundo se utilizou de meios nada democráticos para obter o poderio que hoje detêm. A mesma emissora que apoiava o regime militar de outrora, apoiava também o possível primeiro presidente civíl do Brasil (Tancredo Neves), também foi a mesma que ao manipular o debate presidencial de 1989, elegeu o então presidente-fracasso Fernando Collor de Mello.

Com o sucesso das novelas produzidas e com um jornalismo que ao invés de mostrar o caos vivido pela população, com mega índices inflacionários, poupanças confiscadas, entre outras mazelas, mostrava notícias menos impactantes,  parecia que o Brasil mostrado na Globo era um Brasil diferente, forjado a partir da apresentação de padrões de vida exigidos pela novela e de publicidades que apenas 20 % da população poderia comprar, lembrando que na época (década de 80-90), mais de 20% da população adulta era analfabeta plena ou funcional.

Assim foi a história da Rede Globo, que eliminou emissoras menores, elegeu presidentes, apoiou ditadores, omitiu notícias, desinformou a população e baniu completamente todos que eram contra o “regime global”, dentre esses, uma pessoa se destacou, o então Governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (1922-2004).

A Rede Globo, dentre as inúmeras ações anti-democráticas,  fez pressão contra Brizola quando este postulava o cargo de Ministro da Fazenda de João Goulart e apoiou o exílio do mesmo. Em 1982, Roberto Marinho foi acusado de participar do caso PROCONSULT, que visava impedir a vitória de Brizola na eleição para governador de 1982.

Em resposta ao boicote promovido pela Globo, o então Governador Brizola, cancelou a exclusividade de transmissão do carnaval do Rio de Janeiro (principal produto da emissora) em 1984, quebrando o monopólio, concedendendo também o direito de transmissão para a extinta Rede Manchete.

Em 1989, Brizola liderava as pesquisas eleitorais para presidente, no entanto, devido a intensa veiculação de denúncias e acusações em rede nacional, sua popularidade caiu e Collor subiu absurdamente ao topo das pesquisas, cabe lembrar que Collor era o candidato da Globo. Não deu outra e o final dessa história vocês sabem.

Em 1992, Roberto Marinho, em  editorial publicado no jornal O Globo e no noticiário Jornal Nacional, chamou Brizola de “senil“. Durante dois anos, Brizola brigou pelo direito de resposta na Justiça Federal, que só foi lhe consedido em 1994. Pela primeira vez, a maior emissora do país foi obrigada a proferir palavras contra si própria, palavras que muitos brasileiros gostariam de dizer sem serem censurados, enfim, foi o dia em que a Globo calou.

Abaixo segue, na íntegra, o discurso de Leonel Brizola lido em rede nacional.

Nota de resposta:

“Todo sabem que eu, Leonel Brizola, só posso ocupar espaço na Globo quando amparado pela Justiça. Aqui, citam o meu nome para ser intrigado, desmerecido e achincalhado perante o povo brasileiro. Ontem, neste mesmo Jornal Nacional, a pretexto de citar o editorial de O Globo, fui acusado na minha honra e, pior, chamado de senil.
Tenho 70 anos, 16 a menos que o meu difamador, Roberto Marinho. Se é esse o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que use para si. Não reconheço na Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa, e, basta, para isso, olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura que por 20 anos dominou o nosso País. Todos sabem que critico, há muito tempo, a TV Globo, seu poder imperial e suas manipulações. Mas a ira da Globo, que se manifestou ontem, não tem nenhuma relação com posições éticas ou de princípio. É apenas o temor de perder negócio bilionário que para ela representa a transmissão do carnaval. Dinheiro, acima de tudo.
Em 83, quando construí a Passarela, a Globo sabotou, boicotou, não quis transmitir e tentou inviabilizar, de todas as forma, o ponto alto do carnaval carioca. Também aí, não tem autoridade moral para questionar-me. E mais: reagi contra a Globo em defesa do Estado e do povo do Rio de Janeiro que, por duas vezes, contra a vontade da Globo, elegeu-me como seu representante maior. E isto é o que não perdoarão nunca.
Até mesmo a pesquisa mostrada ontem revela como tudo na Globo é tendencioso e manipulado. Ninguém questiona o direito da Globo mostrar os problemas da cidade. Seria, antes, um dever para qualquer órgão de imprensa. Dever que a Globo jamais cumpriu quando se encontravam no Palácio Guanabara governantes de sua predileção. Quando ela diz que denuncia os maus administradores, deveria dizer, sim, que ataca e tenta desmoralizar os homens públicos que não se vergam diante de seu poder. Se eu tivesse pretensões eleitoreiras de que tentam me acusar não estaria, aqui, lutando contra um gigante como a Rede Globo. Faço-o porque não cheguei aos 70 anos de idade para ser um acomodado.
Quando me insultam por minhas relações administrativas com o Governo Federal, ao qual faço oposição política, a Globo vê nisso bajulação e servilismo. É compreensível. Quem sempre viveu de concessões e favores do poder público não é capaz de ver nos outros senão os vícios que carrega em si mesmo. Que o povo brasileiro faça seu julgamento, e, na sua consciência lúcida e honrada, separe os que são dignos e coerentes daqueles que sempre foram servis e gananciosos”.
Leonel Brizola
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Saiba mais:
Veja o vídeo completo da leitura do direito de resposta por Cid Moreira ao vivo no Jornal Nacional aqui.
Veja os documentos e os processos do episódio aqui.
Sobre a trajetória política de Leonel Brizola aqui.
Assista o documentário “Além do Cidadão Kane”, produzido pelo Channel 4 da Inglaterra e que mostra como o poderio da Globo foi construído e os métodos nada ortodoxos utilizados pela mesma para se tornar a 1ªmaior emissora do país e a 4ª maior do mundo. Documentário dividido em 4 partes, para ver clique aqui.

Caso Eloá Pimentel: papel decisivo da imprensa no desfecho trágico do seqüestro

A semana passada toda e o ínicio da atual foram cobertas de aflição e preocupação por parte de milhões de telespectadores que assistiam em tempo real toda a cobertura do fatídico sequestro das jovens Eloá (15) e Nayara (15).

Além do motivo fútil e torpe que levou ao seqüestro, um outro fato que me chamou atenção durante o tempo que acompanhei o caso, foi a forma como muitos veículos de comunicação reportavam aquela situação.É inegável afirmar que os meios de comunicação prestam um serviço de grande importancia para a sociedade, ao informar a população sobre os fatos que ocorrem no país, no entanto, uma parcela desses veículos acabaram tratando a situação de modo sensacionalista, sendo que alguns se utilizaram do caso para alavancarem audiência de seus determinados programas, sem levar em consideração as vidas que estavam em jogo e o risco que elas corriam.

O próprio sequestrador foi colocado como uma vítima, sendo que muitos chegaram a dizer que o mesmo não era “bandido”, que era uma boa pessoa, entre outras pérolas. Esse tipo de super-valorização se deu por conta de que o assassino estava acompanhando pela TV, todos os telejornais, inclusive isso o beneficiou, já que pela tela da TV podia saber qual a posição da polícia, se a mesma estava pensando em invadir ou se havia no local atiradores, ou seja, parte da imprensa nos informou, mas informou principalmente o bandido.

O cúmulo da falta de profissionalismo e de tratamento sensacionalista para o caso, veio do Programa “A Tarde é Sua” da Rede TV, que ao conseguir o telefone da casa da vítima, adquiriu um “furo” jornalístico importante, já que o mesmo programa, comandado pela alarmista Sônia Abraão, iria entrevistar o sequestrador na íntegra. Cabe ressaltar que com esse “furo”, o programa obteve audiência acima da média e a maior desde a sua estréia.

De fato, esse “furo” influiu no desfecho trágico do sequestro, pois foi a partir dali que o assassino achou que estava comandando a situação, que estava com o controle nas mãos, inclusive com o poder de decisão de vida ou morte para as duas adolescentes.

Assim como no caso de Daniella Perez , o caso Isabella Nardoni e outros, parte da imprensa tentou fazer o circo pegar fogo a partir de uma cobertura irresponsável, que parece se beneficiar de casos como esses que envolvem comoção nacional, o que gera pontos na audiência e conseqüentemente mais lucros.

Cabe ressaltar que não foi somente o programa da RedeTV que nos proporcionou esse tipo de cobertura, outros canais (como a Record News e TV Globo), também relutaram reportar inadequadamente o caso.

Saiba mais sobre o caso aqui e aqui.

PS.: Além dessa questão puramente jornalística, outros fatos também chamaram a minha atenção, dentr os quais cito os seguintes: 1) Como o ex namorado de Eloá conseguiu a arma e as munições?; 2) O que motivou o GATE a não utilizar os atiradores de elite?; 3) Por que Nayara voltou para o apartamento, mesmo sabendo que sua vida corria risco (já que o sequestrador tentou assassiná-la também)?; 4) Que tipo de mãe autoriza a filha menor de idade a namorar um pessoa adulta ? (O mesmo namorou com Eloá quando ela tinha apenas 12 anos e ele 19), trata-se de um caso de corrupção de menor e atentado violento ao pudor; 5) Fora a irresponsabilidade e deserviço que parte da impressa prestou, a mesma feriu o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), já que divulgou nomes, sobrenomes e dados que podem identificar as menores posteriormente, sem falar na exposição da imagem das vítimas ao público.