Israel: de Vítima a Verdugo

Israel e seu super exército, além de suas ogivas nucleares não declaradas representam ameaça real no oriente médio. Assim como aconteceu com o Iraque, Irã e outros países que no passado foram aliados (Os EUA venderam armas para Saddam Husseim). O aliado de hoje pode ser o inimigo de amanhã e a política americana de apoio incondicional a Israel, que já perdeu apoio da Turquia (principal aliado de Israel) em virtude da ação contra a missão humanitária no litoral da faixa de Gaza que resultou na morte de 9 pessoas (8 turcos e 1 americano). O mundo deve abrir os olhos, Israel possui um poderio militar pesado (patrocinado pelo governo americano) que inclui armas nucleares, invade territórios palestinos e promove um verdadeiro terrorismo de Estado, transformando a faixa de Gaza em um verdadeiro campo de concentração.

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Israel e Faixa de Gaza: de Saramago para Obama

O ano de 2009 não poderia começar pior: com uma gerra desproporcional e estúpida, como todas as gerras. Reproduzo abaixo o post “Israel” escrito por Saramago em seu blog. Essa guerra irá nos mostrar quem é Barack Obama e que decisões ele tomará diante de impasses como esse.

Não é do melhor augúrio que o futuro presidente dos Estados Unidos venha repetindo uma e outra vez, sem lhe tremer a voz, que manterá com Israel a “relação especial” que liga os dois países, em particular o apoio incondicional que a Casa Branca tem dispensado à política repressiva (repressiva é dizer pouco) com que os governantes (e porque não também os governados?) israelitas não têm feito outra coisa senão martirizar por todos os modos e meios o povo palestino. Se a Barack Obama não lhe repugna tomar o seu chá com verdugos e criminosos de guerra, bom proveito lhe faça, mas não conte com a aprovação da gente honesta. Outros presidentes colegas seus o fizeram antes sem precisarem de outra justificação que a tal “relação especial” com a qual se deu cobertura a quantas ignomínias foram tramadas pelos dois países contra os direitos nacionais dos palestinos.

Ao longo da campanha eleitoral Barack Obama, fosse por vivência pessoal ou por estratégia política, soube dar de si mesmo a imagem de um pai estremoso. Isso me leva a sugerir-lhe que conte esta noite uma história às suas filhas antes de adormecerem, a história de um barco que transportava quatro toneladas de medicamentos para acudir à terrível situação sanitária da população de Gaza e que esse barco, Dignidade era o seu nome, foi destruído por um ataque de forças navais israelitas sob o pretexto de que não tinha autorização para atracar nas suas costas (julgava eu, afinal ignorante, que as costas de Gaza eram palestinas…) E não se surpreenda se uma das suas filhas, ou as duas em coro, lhe disserem: “Não te canses, papá, já sabemos o que é uma relação especial, chama-se cumplicidade no crime”.

ninas

Os cadáveres de cinco irmãs palestinas de 4 a 17 anos mortas no bombardeamento nocturno israelita a uma mesquita do campo de refugiados de Yabalia jazem na morgue de um hospital
Agencia France Press – Publicada en El País – 27-12-2008