Educação no Pará: uma questão política

A situação das escolas da rede estadual  é precária e a cada dia a  situação piora. Depois de quase 1 mês de greve sem acordo, verbas desviadas, 4 secretários, escolas caindo aos pedaços e sem a mínima segurança, como fica a educação dos jovens  no Estado do Pará? A questão não é educacional, mas sim política, a briga é por controle político e não pela melhoria na educação do povo.  A falta de interesse em melhorar a educação no Estado se reflete em mazelas sociais, como o aumento da delinquência o que se reflete em casos de sequestros e crimes hediondos cometidos por adolescentes.  Até quando a população será refém da falta de compromisso dos governantes? Refém de adolescentes infratores que deveriam estar estudando, praticando esporte e se preparando para um futuro menos nebuloso? A culpa não é só da família,  o Estado tem culpa nesse desastre social que vemos todos os dias no noticiário.

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Escola Bosque do Outeiro sob suspeita

Não é novidade que servidores concursados sofram pressão por parte da administração pública municipal, já que muitos dos que trabalham nas escolas municipais de Belém são na verdade “colocados” no cargo por questões políticas, daí vem o interesse da prefeitura em não realizar concursos. Esse embate entre servidores concursados (amparados por lei, pois a constituição determina que o ingresso no seviço público deve se dar por meio de concurso de provas e títulos, salvo algumas excessões) tomou rumos inesperados na Escola Bosque de Outeiro. Publico aqui trechos na íntegra do manifesto dos professores e técnicos da Escola Bosque que estão sofrendo perseguição por parte dos administradores da mesma, o que gerou exonerações arbitrárias e ilegais. Quem assina o manifesto é a própria Associação dos Professores e Técnicos da Fundação Escola Bosque (APTFEB) com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP).


O que se esconde por trás da fachada da Escola Bosque?

“É o que nós professores e técnicos da Escola Bosque temos mostrado aos nossos alunos e seus pais, a população de Outeiro e Cotijuba, e de toda a grande Belém.”

“Nossa Escola Bosque,que é um espaço educacional (deveria ser pelo menos) dedicado especialmente à educação ambiental, com sede na ilha de Outeiro e anexo em Cotijuba, vem sendo também um espaço em que os vícios do desrespeito e da arbitrariedade, vícios que sofre a direção da EB, têm impedido o bom funcionamento de nossa instituição.”

“Os novos professores e técnico (concursados) da EB, desde o ingresso tem passado por todo tipo de pressão.”

“Em nosso primeiro dia, a Coordenadora pedagógica da escola declarou, em nossas “boas vindas”, o quanto duvidava do valor do concurso público em que fomos aprovados, e consequentemente, o quanto duvidava de nosso valor acadêmico e profissional.”

“Durante mais de um ano tentamos dialogar com a Direção da Escola Bosque, visando participar democraticamente da gestão de nossa instituição, planejar e coordenar coletivamente nosso trabalho e promover uma formação continuada eficiente entre e para nós próprios, professores e técnicos.”

“As “respostas” da direção da EB aos questionamentos, sugestões e reinvidicações que fizemos foram, apenas e sempre novas ameaças, mais perseguições, e agora, as exonerações (demissões) de 10 professores e técnicos.”

No início do 2° semestre de 2009, professores e técnicos da escola receberam de uma única vez, todas as três primeiras avaliações trimestrais, e foi descoberto que durante os meses dessa “avaliação”, a direção da EB inventou e incrementou diversas aberrações morais, como a acusação de imoralidade, faltas (inclusive quando alguns servidores estavam em licença médica), indiciplina e “preguiça”. Segundo os professores em nenhum momento os avaliadores (que são em sua maioria contratados em cargos de confiança, possivelmente reprovados no mesmo concurso que aprovou os professores e técnicos.

Professores e técnicos cobram justiça e uma avaliação independente, que não seja encabeçada por contratados da própria escola, mas sim por uma comissão idônea e capacitada para esse fim, que não viole o princípio da impessoalidade.

“A Escola Bosque é uma instituição do povo e não propriedade privada e não de quem dela se adonou, nela se esconde e quer abusar.”

Contato APTFEB: aptfebosque@gmail.com