Privatização da Água em Belém: Vendendo a Água da Amazônia.

Um dos mais recentes golpes da administração municipal diz respeito a concessão dos recursos hídricos de Belém, ou seja, há uma forte vontade política (encabeçada pelo prefeito Duciomar Costa e sua base governista na Câmara Municipal de Belém) para privatizar o serviço de fornecimento de água em Belém.  A população ainda não consegue ver as consequências desastrosas que essa ação irá trazer para a população pobre da capital.

A falta de investimento público e o sucateamento do serviço prestado pela Cosanpa (Companhia de Saneamento do Estado do Pará) são fatores que, segundo a prefeitura justificam a venda do serviço. Todos nós sabemos que a água é um bem público fundamental e essencial para todos, portanto, não deve estar nas mãos de empresários que só visam o lucro, veja o caso da Celpa que foi privatizada em 1998 e qual foi o bônus para a população? Nenhum. Nesse caso só tivemos ônus, a conta encareceu demais e muitos deixaram de pagar e acabaram praticando o famoso “gato” (ligação clandestina comum na periferia).

Qual será o bônus caso o serviço de abastecimento seja de fato privatizado? Será que a população deve aceitar essa manobra do prefeito? Que interesses existem por detrás dessa proposta de privatização? Interesses meramente políticos é claro.

Em Belém os que mais precisam da “água da Cosanpa” são os trabalhadores, muitos moradores da periferia da cidade que não podem perfurar um poço artesiano ou desembolsar semanalmente dinheiro para comprar os garrafões de água mineral que vendem por aí. A maioria da população consome água suja (apesar da mesma sair limpa da Estação de tratamento Bolonha) e imprópria para o consumo. Caso uma empresa se aproprie da consessão de água em Belém, sem dúvida a conta de água não vai reduzir, pelo contrário, irá aumentar (veja o exemplo de Manaus, que teve o serviço privatizado e em seguida abandonado pelas empresas).

A população de Belém deve ficar atenta. Privatizar a água em Belém terá um impacto real e simbólico para o contexto amazônico. Vender a água de Belém é vender a água da Amazônia.

Caos na Saúde Pública em Belém

Quem acompanhou o noticiário local deve ter ficado indignado com a situação caótica encontrada nos Pronto-Socorros da capital. Pessoas sem atendimento, falta de informação e triagem (que geralmente é feita por um porteiro ou um funcionário sem competência para isso), pacientes morrendo nos corredores, etc. A pergunta que faço é: por onde anda o prefeito Duciomar Costa? E os vereadores? O que fazem?

A mesma população que votou na permanência do atual prefeito, sofre por conta do descaso e da falta de gestão na saúde pública, a casa que antes “estava arrumada” segundo o próprio, parece que está com sujeira escondida embaixo dos tapetes. É inconcebível que a saúde esteja sucateada em um curto período de tempo, mesmo com a enxurrada de recursos e as verbas próprias do caixa municipal.                                                                                                                                                                      Em paralelo a toda essa problemática, os nossos estimados vereadores, que sem dúvida não precisam do SUS para tratar da saúde brigam pela não instalação da CPI da saúde, a maioria dos vereadores querem poupar o prefeito, ou seja, 90% dos parlamentares tem “rabo preso” e preferem defender os direitos de seus partidos a defender a população.

Dos 35 vereadores é necessário que 12 assinem o pedido de instauração da CPI, mas os aliados do prefeito estão tentando emperrar o pedido, inclusive, alguns vereadores pretendem fazer o pedido de outras duas CPI, a dos “grampos telefônicos” e a da “pedofilia”, assim a CPI da saúde não poderia ser realizada. Uma clara manobra política que favorece eles próprios e o prefeito (que não aparece para esclarecer a situação da saúde). Um outro fato interessante é que até dos médicos que são veradores, apenas um assinou o documento, os demais ignoraram por completo.

Saiba quem assinou e quem não assinou o documento pedindo a CPI da saúde em Belém:

Raul Batista (PRB);

Ademir Andrade (PSB) ;

Marquinhos do PT;

Alfredo Costa (PT);

Amaury da APPD (PT);

Adalberto Aguiar (PT);

Otávio Prinheiro (PT);

Quem pode assinar:

Bancada do PMDB e PPS.

Quem não assinou e nem vai assinar:

Carlos Augusto Barbosa (DEM);

Fernando Dourado (DEM);

Abel Loureiro (DEM);

Rildo Pessoa (PDT);

Tereza Coimbra (PDT);

Sahid Xerfan (PP);

Wandick Lima (PP);

Nonato Filgueiras (PV)

Orlando Reis (PV);

Nehemias Valentim (PSDB);

Paulo Queiroz (PSDB);

Mário Corrêa (PR);

Raimundo Castro (PTB);

Antônio Vinagre (PTB);

PS.: Atenção, guardem esses nomes em vermelho, no mínimo não representam o interesse da população, depois aparecem para pedir votos.

Fonte: Diário do Pará e CMB.