Zenaldo, o vendedor de ilusões

Como todos sabem, Belém terá eleições municipais em outubro e o Prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) virá como candidato à reeleição. A pergunta que eu faço é: o que o prefeito fez durante o seu mandato?

Zenaldo se limitou a concluir obras do prefeito anterior e sem a agilidade necessária e provavelmente as obras irão acelerar quanto estiver mais próximo do pleito, o que é uma estratégia de campanha para parecer que a administração está trabalhando.

O povo erra muito ao escolher seus representantes, mas permanecer no erro é opcional e não esqueceremos do incêndio no Pronto-Socorro da 14 ou mesmo do pífio aniversário de 400 anos da cidade. O prefeito disse na época da eleição passada que o Governo do Estado (também do PSDB) seria parceiro e tudo seria mais fácil, mas pelo jeito não conseguimos observar essa parceria em termos de obras, pois a população sofre com a lentidão na obras da Estrada Nova, Tucunduba, no BRT aquático, sem falar dos inúmeros alagamentos potencializados pela falta de dragagem dos canais.

Gostaria de cobrar também daquele "povo" elitista de Belém que foi para as ruas de verde e amarelo pedir o Fora Dilma, que também grite "Fora Zenaldo", ou para, a falida elite de Belém o prefeito faz um bom trabalho?

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A Queda do Edifício na 3 de Maio + Cidade Enclausurada (via Jornal Pessoal)

A queda do edifício Real Class na rua 3 de maio (entre Magalhães Barata e Gov. José Malcher) foi um choque para a população de Belém. Como um prédio de mais de 30 andares cai por completo em plena área central da cidade e sem dar indícios de queda. Culpa da chuva? Culpa do vendo forte? Falha geológica? Ou a culpa é do  homem?

 

Ontem mesmo (29/1) estava lendo a edição de janeiro do Jornal Pessoal editado pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, trata-se dum excelente periódico que já vem há muito tempo denunciando a construção de edifícios “monstruosos” na capital e a inércia do poder público, cabe ressaltar que Lúcio Flávio Pinto foi um dos únicos jornalistas a tratar verticalização como fato irreversível e danoso numa cidade com as características de Belém (cf. Os espigões de Concreto).

 

 

Na imagem acima o prédio Real Class quase concluído e abaixo o espaço vazio criado após a queda. Fonte:@belemtransito via @Sergio_Veludo

 

 

Compartilho abaixo o texto publicado em janeiro e que sirva de reflexão para aqueles que pensam a cidade o os que moram nela também.

 

“Alguma cidade brasileira está construindo mais prédios altos do que Belém, guardadas as devidas proporções demográficas? Não sei, mas duvido. Belém optou de vez por uma versão ainda mais medíocre do crescimento urbano vertical made in USA. A cidade já tem dois prédios de 40 andares e vários acima de 30. Outros do mesmo gabarito estão em obras. O perfil urbano definido por arranha-céus se acentua. O horizonte começa a desaparecer em alguns lugares. Por serem os mais valorizados, atraem novos edifícios monstruosos.

 

Qual a razão dessa proliferação de paliteiros de concreto pela cidade? Lógica, nenhuma. Só a busca do lucro maior, que se sustenta numa visão daninha das nossas elites e num gosto típico de classe média que enriquece, projetando sua sombra sobre todo o tecido social.

 

O padrão individualista e egoísmo se expande graças ao encolhimento do poder público, que vira uma extensão dos negócios imobiliários. Cada um por si e ninguém por todos. Vence o mais forte, o mais poderoso. Em todos os segmentos e setores da sociedade. Do miserável transporte público à construção civil inclemente. Belém ficou uma cidade hostil, árida, selvagem.

 

Diante dos desafios atuais, o mero saudosismo é uma forma de escapismo. Mas quando se pega uma foto da Belém do início do século XX e se olha para a cidade dos nossos dias, à parte os problemas humanos, muitos dos quais apenas se agravaram desde então, o que salta aos olhos é que antes tínhamos um céu, um horizonte, uma perspectiva que permitia furar a obtusidade da urbanidade equivocada e ver o rio e a floresta.

 

Essa cidade, cujo tropicalismo resistia à insensatez dos seus governantes, está sendo sepultada pelas tumbas camufladas de concreto dos nossos engenheiros.”

 

Fonte: PINTO, Lúcio Flávio. Jornal Pessoal: A agenda Amazônica de Lúcio Flávio Pinto. Belém. nº 480, ano 24 (Janeiro de 2011, 1ª quinzena).

PS.: Gostaria de parabenizar o Twitter colaborativo @belemtransito que teve uma contribuição fundamental para a divulgação das informações na web ajudando a mobilizar autoridades, moradores da região e opinião pública. o Twitter @belemtransito com a ajuda de colaboradores espalhados pela cidade presta um serviço de utilidade pública.

PS²: Até o momento as informações sobre vítimas  fatais estão sendo apuradas e equipes de resgate permanecem no local para realizar a remoção de escombros.

 

Saiba mais:

Twitter Belém Trânsito http://twitter.com/belemtransito

Jornal Pessoal http://www.lucioflaviopinto.com.br/

 

Belém: Livraria Jinkings fechará suas portas

Infelizmente mais uma tradicional livraria de Belém será fechada por falta de clientes. Situada no coração do bairro Batista Campos, a livraria ajudou a formar ao longo de 45 anos de existência gerações de intelectuais e pensadores como Benedito Nunes,  Ruy Barata, Haroldo Maranhão, dentre outros.  O certo é que a livraria parou no tempo, já que a tendência atual é de livrarias se localizem em shoppings, em lojas de departamentes, além da compra via internet, em que os livros saem bem mais em conta e por frete grátis.

Ao mesmo tempo que uma livraria encerra as atividades cabe lembrar que  Belém tem uma das maiores feiras de venda de livros (A Feira Pan-amazônica do Livro), que a cada ano aumenta o volume de negócios e  de público.  O certo é que as livrarias hoje em dia não devem apenas vender livros (apesar dessa ser sua atividade primordial!), elas devem ter atrativos, como palestras, shows musicais, eventos literários, maior aproximação com as escolas e universidades, de modo a agregar a intelectualidade e jovens leitores, tal como fazem as grandes livrarias do Brasil (Nobel, Cultura, Fnac, Saraiva/Siciliano, etc.).

Mais uma grande livraria desaparece confirmando a grande vocação de Belém: a cidade do “já teve”.

Leia mais aqui: Belém assiste ao fim das livrarias

Belém do Pará: A cidade do Lixo

Assim como Paris é a cidade Luz, Belém é conhecida nacionalmente pelo lixo nas ruas, a cidade lixo. Na reportagem de ontem veiculada pela TV Globo no Programa fantástico, no qual Belém figura como a 3ª capital mais suja do Brasil o Secretario de Saúde, Eng° Sérgio Pimentel disse que: “Belém tem um problema sério que é o vandalismo. Você implanta lixeiras e elas são vandalizadas com muita rapidez. Às vezes, faltam recursos para repor essas lixeiras que são vandalizadas”.

Concordo com a posição do secretário em parte. As lixeiras de rodinhas (conteineres) implantados na gestão Edmilson Rodrigues foram (e são) alvo constante de vandalismo, principalmente na área do ver-o-peso, já que os vândalos roubam as rodas das lixeiras para fins alheios. O vandalismo é uma questão de segurança pública, responsabilidade do Governo.

De modo geral Belém tem poucas lixeiras, basta andar pelo centro ou pelo subúrbio para perceber a ausência delas (eu mesmo guardo meu lixo no bolso e tenho que caçar uma lixeira, o que é demorado). Nos locais onde encontramos elas estão abarrotadas de lixo ou com lixo ao lado (as lixeiras fixas, as “laranjinhas” não suportam lixos maiores, como garrafas PET ou coco). Algumas lixeiras fixas de ferro como por exemplo as do Mercado de São Braz estão corroídas pelo tempo.

A prefeitura deveria dispor de mais lixeiras na cidade, em especial nos bairros mais afastados que possuem coleta de lixo três vezes por semana apenas (o que acaba gerando acúmulo de lixo nas ruas, já que ninguém quer deixar o lixo dentro de casa).

A prefeitura deveria tratar com seriedade o lixo, aumentado o horário de coleta, investindo em equipamentos de reciclagem, coleta seletiva e  em campanhas educativas de concientização, principalmente nas escolas municipais e nos bairros periféricos. Com a prefeitura fazendo a sua parte e a população também perderemos esse título ingrato de “cidade do lixo”.

Duciomar Costa e a Cassação: um mal necessário

A Justiça Eleitoral do Pará (98ª zona), que cassou o diploma do então prefeito de Belém Duciomar Costa (PTB), deu início a uma novela: Belém tem de fato um ou dois prefeitos? Duciomar está no cargo hoje por conta de uma liminar, que a qualquer momento pode cair e Priante foi empossado, mesmo não tendo a diplomação do TRE, portanto, sua posse foi simbólica na verdade.

É inegável que Duciomar tenha se utilizado da administração pública para ter vantagem nas últimas eleições, as placas pela cidade não mentem, inclusive grande parte dessas placas (muitas fincadas na periferia da cidade) anunciavam obras inexistentes, sem preço, sem nome de empreiteira e nem de financiadora, obras que sequer foram feitas, mas em cada esquina do Guamá por exemplo(reduto eleitoral de Duciomar) tinha uma, sem falar na quantidade de ruas asfaltadas (na verdade apenas uma capa selante e uma fina camada de asfalto) na periferia era grande e todos sabem que asfaltar ruas é uma ótima forma de se angariar votos.

Não tenho dúvida que o atual prefeito cassado é incompetente, aliás sempre foi, a origem humilde e as ações assistencialistas (como o ônibus que transportava passageiros de graça) foram a mola propulsora para o legislativo inicialmente e depois o executivo, Duciomar não é uma liderança política em nosso Estado, temos poucas, quase nenhuma de boa índole e compromisso com a população, basta observar o caos na saúde pública, a industria da multa na CTBel, o caso dos carros doados para a saúde, mas que pararam na Guarda Municipal (caso que se tornou recentemente parte da mostra sobre improbidade administrativa do Ministério Público Federal do Pará), desmandos na SEMEC (ver o caso Escola Bosque), ausência de concursos públicos (que deram lugar para os processos seletivos simplificados, uma forma legal de se colocar apadrinhados políticos), dentre outras ações negativas constantes nessa administração.

A certeza que nós podemos ter é que qualquer um que esteja no poder mudará pouca coisa, pelo menos a curto prazo e nós precisamos de coisas a curto prazo, a cidade está abandonada a muito tempo, o legado dessa disputa é a instabilidade política na cidade e o avanço da área de influência do PMDB (o partido de Priante), partido esse que em outrora apoiou e rompeu com os tucanos (que permaneceram 12 anos no poder), apoiou o PT em 2006 (e ao que tudo indica a aliança com Ana Júlia não será reatada, a não ser que a lista de atribuições e cargos seja tentadora).

A cassação de Duciomar o coloca na história (o 1° prefeito da capital cassado por abuso de poder econômico) e encerra uma história de muito sofrimento, descaso e anti-democracia que Belém passou (e pode passar novamente, só saberemos depois).

Cenas do próximo capítulo em 2010.

Territórios de Paz em Belém: Terra Firme e Guamá são beneficiados

Os bairros ditos mais violentos e mais estigmatizados da capital irão receber as ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). “Território de Paz” é o nome do projeto que desembarca tanto no bairro do Guamá, quanto na Terra Firme. Os dois bairros sofrem com a falta de infra-estrutura básica (saneamento, pavimentação, iluminação, etc), além de concentrarem grande parte da população e também os principais grupos de distribuição de drogas da capital, drogas vindas pelo rio Guamá, portanto, não produzidas aqui (por ainda não dominarem essa tecnologia).

No bairro da Terra Firme, a violência foi visivelmente reduzida, não por conta do aumento do efetivo de policiais nas ruas (é possível ver rondas, mas apenas nas ruas principais do bairro), mas sim pelo mudança no modus operandi das duas quadrilhas que atuam no bairro. No momento existem duas facções (parcialmente organizadas), a localizada nas ruas Lauro Sodré e Ligação (obviamente no final de cada uma delas, onde poucos carros da PM podem passar e onde há quase nehuma infra-estrutura). A primeira aluga armas aos bandidos (algumas vindas de fora da capital e outras fornecidas por pessoas ligadas à Polícia Militar), comercializa entorpecentes em quantidade razoável, a segunda é bem maior em quantidade de drogas vendidas e termos de “soldados”, além de se intitular “mílicia”, ao contrário da primeira (que também é rival) é grande distribuidora de drogas derivadas da cocaína, inclusive é possível perceber a grande quantidade de carros (inclusive alguns importados e peliculados) que vão buscar droga. Os crimes menores, como roubo de bolsas, celulares (em geral crimes contra o patrimônio) foram reduzidos, pelo simples fato de serem os crimes que chamam atenção da polícia e provocam estardalhaço, o que prejudica o “comércio” da droga, em vista disso muitos ladrões-viciados (a maioria são viciados e não roubam para comer por exemplo) foram executados (o dito acerto de contas por dívida como dizem os jornais).

Em relação ao bairro do Guamá, não é possível desenhar uma “geografia do crime”, já que o bairro é um verdadeiro labirinto de ruas e de bocas de fumo, há muitos traficantes nanicos (cada viciado pode ser um micro-traficante), ou seja, o combate a esse tipo de “comércio” é bem mais complicado.

Acabar com o tráfico de drogas é utopia, mas reduzir os efeitos colaterais dessa “doença” que atinge as grandes cidades com “remédios” é a solução, com o objetivo de reduzir principalmente a participação de jovens nesse tipo de associação criminosa e tratando os já seduzidos pelas drogas como doentes. A questão é mais patológica que criminal. Leiam abaixo a notícia sobre a implantação do projeto “Território de Paz”do PRONASCI, publicado no jornal on-line Diário do Pará:

O Pará recebeu R$ 115 milhões do governo federal para investir em segurança pública, nos últimos dois anos. Nesta segunda-feira (19), mais um projeto do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) desembarca na capital paraense: o Território de Paz, que será implantado nos bairros do Guamá e da Terra Firme. “O Pronasci supera, com o Território de Paz, a antiga crença, e  a mais conservadora, de que violência se soluciona a partir de mais repressão”, explicou o secretário-executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira. “Nós defendemos ações sociais de caráter preventivo. Esta é uma visão mais progressista da segurança pública”.

O Pronasci é o programa do governo federal, articulado pelo Ministério da Justiça, nas três esferas do poder Executivo (União, estados e municípios) para implementar, em conjunto, ações de segurança pública, preventivas e repressivas, a fim de enfrentar a criminalidade nas regiões metropolitanas das cidades mais violentas do país. Belém é a décima capital a receber o Território de Paz.

O Ministério da Justiça traz a Belém 24 projetos do Pronasci, que serão anunciados pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, nesta segunda-feira. Alguns deles funcionarão exclusivamente nos bairros do Guamá e da Terra Firme, bairros com alto índice de violência. São eles:

Policiamento comunitário

A interação constante entre a polícia e a comunidade é uma das prioridades do Pronasci para prevenir e conter a violência nas grandes cidades brasileiras. O grande diferencial deste modelo é o foco na prevenção. No Pará já foram capacitados 3.363 profissionais de segurança pública para atuar na mobilização social das lideranças comunitárias, visando garantir ao máximo a difusão do respeito à dignidade humana e aos princípios da democracia.

Postos de polícia comunitária

O Pronasci também investe na construção e estruturação de postos de polícia comunitária nas áreas com maior índice de criminalidade. Em Belém, duas bases de Polícia Comunitária serão construídas. Uma no bairro Guamá: Pass. Alvino, s/nº, esquina com Av. Castelo Branco e outra no bairro Terra Firme: Av. Perimetral, s/nº, em frente ao Portão IV da Universidade Federal do Pará (Betina Ferro).

Mulheres da Paz

O Pronasci seleciona mulheres que fazem parte da rede social e de parentesco do público-alvo do programa (jovens de 15 a 29 anos em situação de risco) e que possuem potencial de liderança. Chamadas de Mulheres da Paz, têm a missão de prevenir os conflitos locais e afastar os jovens da criminalidade, incentivando a participação deles nos projetos sociais do governo federal. Elas receberão um auxílio mensal de R$ 190. Em Belém, 500 mulheres serão selecionadas. O final do processo de seleção será em novembro.

Protejo – Proteção de Jovens em Território Vulnerável

O projeto é voltado a jovens de 15 a 24 anos, moradores de rua ou expostos à violência doméstica ou urbana. Tem como objetivo sensibilizá-los para uma participação social ativa, resgatando sua auto-estima e convivência pacífica nas comunidades em que vivem. Os jovens participarão do curso de formação cidadã, com 800 horas divididas em 12 meses, para atuar como multiplicadores da cultura de paz. Receberão, durante um ano, uma bolsa mensal de R$ 100. Os jovens também participarão de projetos educacionais, culturais e esportivos. Em Belém, 285 jovens já foram selecionados para o projeto e a formação terá início em novembro. Informações na Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.

Geração Consciente

O projeto Geração Consciente tem como objetivo a capacitação de jovens para o exercício dos seus direitos enquanto consumidor e a manutenção da sua integridade. Esses jovens serão multiplicadores do que aprenderam junto à comunidade difundindo os direitos do consumidor e a educação para o consumo. Em Belém, 60 jovens de Bengui e Jurunas já participam do projeto. Outros 60 jovens de Guamá e Terra Firme serão selecionados até novembro. Informações no Procon/PA: Avenida Almirante Barroso, nº 919. Bairro Marco.

Monitoramento Cidadão

Uma equipe técnica estará presente nas comunidades para fazer um diagnóstico de como os serviços públicos estão sendo oferecidos e das principais demandas da população. Alguns locais tomados pela criminalidade, por exemplo, estão sendo prejudicados em serviços como transporte, telefonia, gás e etc. Será feito um mapeamento das necessidades de cada local para que, posteriormente, sejam regularizados todos os serviços pagos pelo consumidor.

Justiça Comunitária

Os moradores da comunidade serão conscientizados sobre os seus direitos e capacitados em mediação de conflitos. A mediação comunitária evita que uma simples discussão vá parar na Justiça ou resulte em um ato de violência. Para isso, a população poderá buscar o Núcleo de Justiça Comunitária, contando com a orientação de psicólogo, assistente social e advogado, tendo apoio também dos Agentes de Mediação Comunitária para orientá-los a resolver os problemas locais de forma pacífica e justa. Em Belém, um acordo de cooperação será firmado com o Ministério Público do Pará para a execução do projeto.

Praça da Juventude

Será construída nos bairros do Guamá e da Terra Firme praça de 8 mil metros quadrados para proporcionar atividades de esporte e lazer à comunidade. A praça terá quadras de basquete, vôlei, futebol, tênis, skate, entre outras modalidades, e os moradores contarão com monitores especializados.

Esporte e Lazer da Cidade

O projeto “Esporte e Lazer da Cidade” visa à criação de núcleos recreativos com oficinas que incluem dança, teatro, música, capoeira. O objetivo é atuar diretamente em localidades tomadas por criminalidade, afastar os jovens do tráfico e atraí-los para atividades saudáveis. 60 jovens atendidos pelo projeto estarão presentes no evento. Quatro núcleos atendem o Guamá e a Terra Firme.

Fonte: Diário do Pará.

Escola Bosque do Outeiro sob suspeita

Não é novidade que servidores concursados sofram pressão por parte da administração pública municipal, já que muitos dos que trabalham nas escolas municipais de Belém são na verdade “colocados” no cargo por questões políticas, daí vem o interesse da prefeitura em não realizar concursos. Esse embate entre servidores concursados (amparados por lei, pois a constituição determina que o ingresso no seviço público deve se dar por meio de concurso de provas e títulos, salvo algumas excessões) tomou rumos inesperados na Escola Bosque de Outeiro. Publico aqui trechos na íntegra do manifesto dos professores e técnicos da Escola Bosque que estão sofrendo perseguição por parte dos administradores da mesma, o que gerou exonerações arbitrárias e ilegais. Quem assina o manifesto é a própria Associação dos Professores e Técnicos da Fundação Escola Bosque (APTFEB) com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP).


O que se esconde por trás da fachada da Escola Bosque?

“É o que nós professores e técnicos da Escola Bosque temos mostrado aos nossos alunos e seus pais, a população de Outeiro e Cotijuba, e de toda a grande Belém.”

“Nossa Escola Bosque,que é um espaço educacional (deveria ser pelo menos) dedicado especialmente à educação ambiental, com sede na ilha de Outeiro e anexo em Cotijuba, vem sendo também um espaço em que os vícios do desrespeito e da arbitrariedade, vícios que sofre a direção da EB, têm impedido o bom funcionamento de nossa instituição.”

“Os novos professores e técnico (concursados) da EB, desde o ingresso tem passado por todo tipo de pressão.”

“Em nosso primeiro dia, a Coordenadora pedagógica da escola declarou, em nossas “boas vindas”, o quanto duvidava do valor do concurso público em que fomos aprovados, e consequentemente, o quanto duvidava de nosso valor acadêmico e profissional.”

“Durante mais de um ano tentamos dialogar com a Direção da Escola Bosque, visando participar democraticamente da gestão de nossa instituição, planejar e coordenar coletivamente nosso trabalho e promover uma formação continuada eficiente entre e para nós próprios, professores e técnicos.”

“As “respostas” da direção da EB aos questionamentos, sugestões e reinvidicações que fizemos foram, apenas e sempre novas ameaças, mais perseguições, e agora, as exonerações (demissões) de 10 professores e técnicos.”

No início do 2° semestre de 2009, professores e técnicos da escola receberam de uma única vez, todas as três primeiras avaliações trimestrais, e foi descoberto que durante os meses dessa “avaliação”, a direção da EB inventou e incrementou diversas aberrações morais, como a acusação de imoralidade, faltas (inclusive quando alguns servidores estavam em licença médica), indiciplina e “preguiça”. Segundo os professores em nenhum momento os avaliadores (que são em sua maioria contratados em cargos de confiança, possivelmente reprovados no mesmo concurso que aprovou os professores e técnicos.

Professores e técnicos cobram justiça e uma avaliação independente, que não seja encabeçada por contratados da própria escola, mas sim por uma comissão idônea e capacitada para esse fim, que não viole o princípio da impessoalidade.

“A Escola Bosque é uma instituição do povo e não propriedade privada e não de quem dela se adonou, nela se esconde e quer abusar.”

Contato APTFEB: aptfebosque@gmail.com

Privatização da Água em Belém: Vendendo a Água da Amazônia.

Um dos mais recentes golpes da administração municipal diz respeito a concessão dos recursos hídricos de Belém, ou seja, há uma forte vontade política (encabeçada pelo prefeito Duciomar Costa e sua base governista na Câmara Municipal de Belém) para privatizar o serviço de fornecimento de água em Belém.  A população ainda não consegue ver as consequências desastrosas que essa ação irá trazer para a população pobre da capital.

A falta de investimento público e o sucateamento do serviço prestado pela Cosanpa (Companhia de Saneamento do Estado do Pará) são fatores que, segundo a prefeitura justificam a venda do serviço. Todos nós sabemos que a água é um bem público fundamental e essencial para todos, portanto, não deve estar nas mãos de empresários que só visam o lucro, veja o caso da Celpa que foi privatizada em 1998 e qual foi o bônus para a população? Nenhum. Nesse caso só tivemos ônus, a conta encareceu demais e muitos deixaram de pagar e acabaram praticando o famoso “gato” (ligação clandestina comum na periferia).

Qual será o bônus caso o serviço de abastecimento seja de fato privatizado? Será que a população deve aceitar essa manobra do prefeito? Que interesses existem por detrás dessa proposta de privatização? Interesses meramente políticos é claro.

Em Belém os que mais precisam da “água da Cosanpa” são os trabalhadores, muitos moradores da periferia da cidade que não podem perfurar um poço artesiano ou desembolsar semanalmente dinheiro para comprar os garrafões de água mineral que vendem por aí. A maioria da população consome água suja (apesar da mesma sair limpa da Estação de tratamento Bolonha) e imprópria para o consumo. Caso uma empresa se aproprie da consessão de água em Belém, sem dúvida a conta de água não vai reduzir, pelo contrário, irá aumentar (veja o exemplo de Manaus, que teve o serviço privatizado e em seguida abandonado pelas empresas).

A população de Belém deve ficar atenta. Privatizar a água em Belém terá um impacto real e simbólico para o contexto amazônico. Vender a água de Belém é vender a água da Amazônia.

Belém: cidade do caos [Parte 1]

A série “Belém: cidade do caos” mostrará alguns pontos da cidade no qual podemos ver desorganização e a total ausência do poder público. Nessa primeira parte tratarei de três pontos: a) Praça Waldemar Henrique (localizada na Boulevar Castilho França); b) Parada de ônibus em frente a galeria Portuense (localizada na Travessa Padre Eutíquio); c) Parada de ônibus na Avenida Cipriano Santos em frente a praça do operário.

a) Praça Waldemar Henrique:

Idealizada para ser uma praça temática reunindo elementos em homenagem ao nosso maestro Waldemar Henrique, possui um escorregador em forma de violão, uma arquibancada em forma de partitura, além de bancos e brinquedos para as crianças. Construída na prefeitura comandada pelo PT (naquela época ainda de esquerda, revalitalizou várias praças e construiu novas em locais que não possuiam). Na última gestão petebista foi abandonada. Durante quase o ano todo é ocupada por viciados, meninos de rua e delinqüentes que se aproveitam da presença de turistas que vão a Estação das Docas e os roubam. Há uma parada de ônibus, mas quem tem coragem de permanecer lá depois das 17h é candidato a ser roubado ou alvo da ação de pedintes. No mês de junho a praça recebe apresentações de “Quadrilhas Juninas”, o único momento no qual a praça é ”arrumada”. O policiamento durante a noite é ZERO, portanto, evitem andar por aquelas bandas, já que a praça está com a iluminação quase toda quebrada.

b) Ponto de ônibus em frente a Galeria Portuense.

Quem sai do shopping Pátio Belém (antigo Iguatemi) e tem que pegar ônibus para voltar para casa passa sufoco. Além de não haver parada (abrigo), os pedestres ainda tem que disputar espaço com os ambulantes que estão tomando conta da calçada (desde a rua dos  48) e os taxistas que possuem ponto em frente a Galeria Portuense. Quando os mesmos querem entrar ou tirar o carro, ficam buzinando e “jogando” o carro para cima dos pedestres, alguns taxistas ainda “xingam” os mesmos. O risco de atropelamento é alto. Os órgãos competentes devem receber uma propina bem alta para não tirarem aquele ponto de taxi dali, já que ocupa a calçada e atrapalha o embarque e desembarque de passageiros de ônibus. Cabe lembrar que em frente ao shopping há um ponto de taxi regulamentado, portanto, creio que seja desnecessário um outro local para exploração dessa atividade.

c) Ponto de ônibus na Cipriano Santos (em frente ao Terminal Rodoviário).

É público é notório dizer que aquele complexo que circunda o terminal é por demais caótico, já que ali encontramos tráfico de drogas, de mulheres, prostituição infantil, entre outras mazelas sociais, que os governantes ignoram. Mas não falaremos de nenhuma dessas mazelas, mas sim do desrespeito que podemos observar na parada de ônibus. Aquele ponto de ônibus é muito movimentado, por isso o número de “kombis” é alto, muitos gritando o nome dos “itinerários”, a maioria dos veículos é sucata, sem condições de tráfego, mas mesmo assim circulam oferecendo risco a população. Um outro problema é a presença de taxis (de novo eles) que ultrapassam o limite permitido (de 3 vagas), alguns ficam na parada de ônibus mesmo e quem precisa pegar o ônibus deve ir para o meio da pista sofrendo o risco de ser atropelado. Depois das 18h é comum também a presença de moto taxis (outro problema) ocupando a parada de ônibus. Os órgãos competentes também nunca aparecem para acabar com aquela “palhaçada”, creio que devem receber uma “ponta” dos donos de “kombis” e demais exploradores daquela área.

Podemos concluir que a Prefeitura pouco ou nada faz para resolver esses “gargalos” urbanos. Sobra para nós pedestres arriscarmos nossas vidas, já que os órgãos competentes não cumprem seu papel. Faço aqui a minha reclamação e espero que esses problemas sejam resolvidos o mais breve possível.

Caos na Saúde Pública em Belém

Quem acompanhou o noticiário local deve ter ficado indignado com a situação caótica encontrada nos Pronto-Socorros da capital. Pessoas sem atendimento, falta de informação e triagem (que geralmente é feita por um porteiro ou um funcionário sem competência para isso), pacientes morrendo nos corredores, etc. A pergunta que faço é: por onde anda o prefeito Duciomar Costa? E os vereadores? O que fazem?

A mesma população que votou na permanência do atual prefeito, sofre por conta do descaso e da falta de gestão na saúde pública, a casa que antes “estava arrumada” segundo o próprio, parece que está com sujeira escondida embaixo dos tapetes. É inconcebível que a saúde esteja sucateada em um curto período de tempo, mesmo com a enxurrada de recursos e as verbas próprias do caixa municipal.                                                                                                                                                                      Em paralelo a toda essa problemática, os nossos estimados vereadores, que sem dúvida não precisam do SUS para tratar da saúde brigam pela não instalação da CPI da saúde, a maioria dos vereadores querem poupar o prefeito, ou seja, 90% dos parlamentares tem “rabo preso” e preferem defender os direitos de seus partidos a defender a população.

Dos 35 vereadores é necessário que 12 assinem o pedido de instauração da CPI, mas os aliados do prefeito estão tentando emperrar o pedido, inclusive, alguns vereadores pretendem fazer o pedido de outras duas CPI, a dos “grampos telefônicos” e a da “pedofilia”, assim a CPI da saúde não poderia ser realizada. Uma clara manobra política que favorece eles próprios e o prefeito (que não aparece para esclarecer a situação da saúde). Um outro fato interessante é que até dos médicos que são veradores, apenas um assinou o documento, os demais ignoraram por completo.

Saiba quem assinou e quem não assinou o documento pedindo a CPI da saúde em Belém:

Raul Batista (PRB);

Ademir Andrade (PSB) ;

Marquinhos do PT;

Alfredo Costa (PT);

Amaury da APPD (PT);

Adalberto Aguiar (PT);

Otávio Prinheiro (PT);

Quem pode assinar:

Bancada do PMDB e PPS.

Quem não assinou e nem vai assinar:

Carlos Augusto Barbosa (DEM);

Fernando Dourado (DEM);

Abel Loureiro (DEM);

Rildo Pessoa (PDT);

Tereza Coimbra (PDT);

Sahid Xerfan (PP);

Wandick Lima (PP);

Nonato Filgueiras (PV)

Orlando Reis (PV);

Nehemias Valentim (PSDB);

Paulo Queiroz (PSDB);

Mário Corrêa (PR);

Raimundo Castro (PTB);

Antônio Vinagre (PTB);

PS.: Atenção, guardem esses nomes em vermelho, no mínimo não representam o interesse da população, depois aparecem para pedir votos.

Fonte: Diário do Pará e CMB.