Belém do Pará: A cidade do Lixo

Assim como Paris é a cidade Luz, Belém é conhecida nacionalmente pelo lixo nas ruas, a cidade lixo. Na reportagem de ontem veiculada pela TV Globo no Programa fantástico, no qual Belém figura como a 3ª capital mais suja do Brasil o Secretario de Saúde, Eng° Sérgio Pimentel disse que: “Belém tem um problema sério que é o vandalismo. Você implanta lixeiras e elas são vandalizadas com muita rapidez. Às vezes, faltam recursos para repor essas lixeiras que são vandalizadas”.

Concordo com a posição do secretário em parte. As lixeiras de rodinhas (conteineres) implantados na gestão Edmilson Rodrigues foram (e são) alvo constante de vandalismo, principalmente na área do ver-o-peso, já que os vândalos roubam as rodas das lixeiras para fins alheios. O vandalismo é uma questão de segurança pública, responsabilidade do Governo.

De modo geral Belém tem poucas lixeiras, basta andar pelo centro ou pelo subúrbio para perceber a ausência delas (eu mesmo guardo meu lixo no bolso e tenho que caçar uma lixeira, o que é demorado). Nos locais onde encontramos elas estão abarrotadas de lixo ou com lixo ao lado (as lixeiras fixas, as “laranjinhas” não suportam lixos maiores, como garrafas PET ou coco). Algumas lixeiras fixas de ferro como por exemplo as do Mercado de São Braz estão corroídas pelo tempo.

A prefeitura deveria dispor de mais lixeiras na cidade, em especial nos bairros mais afastados que possuem coleta de lixo três vezes por semana apenas (o que acaba gerando acúmulo de lixo nas ruas, já que ninguém quer deixar o lixo dentro de casa).

A prefeitura deveria tratar com seriedade o lixo, aumentado o horário de coleta, investindo em equipamentos de reciclagem, coleta seletiva e  em campanhas educativas de concientização, principalmente nas escolas municipais e nos bairros periféricos. Com a prefeitura fazendo a sua parte e a população também perderemos esse título ingrato de “cidade do lixo”.