ALEPA, a lepra…

Peço desculpas aos que sofrem dessa terrível doença chamada hanseníase, conhecida vulgarmente como lepra, usarei o nome vulgar dessa patologia para expressar o sentimento de milhões de paraenses que acompanham o desenrolar do desbaratamento da uma quadrilha altamente especializada em roubar dinheiro do cidadão contribuinte.

Antes, ainda conseguia perceber um pouco de credibilidade na casa legislativa do Estado, mas agora ALEPA virou sinônimo de roubalheira, funcionários fantasmas, desvio de verba pública, dentre outras denominações.

A realidade é que o esquema ilícito era tão bem orquestrado que ninguém imaginava que a “casa” ia cair, mas o esquema foi descoberto e envolve gente alguns personagens que listo abaixo:

1) Domingos Juvenil – PMDB (Ex-deputado e ex-candidato ao Governo do Estado);
2) Robson, o Robgol (R$ 500 mil em espécie foram encontrados na sua casa, o origem do dinheiro provavelmente é ilícita, ex-namorado de Mônica Pinto).
3) Mônica Pinto (A “musa” do esquema, ex-chefe da seção de folha de pagamento; ex-namorada de Robson, Robgol).
4) Sérgio Moreira Duboc (ex-diretor do Detran na gestão atual de Simão Jatene e ex-diretor financeiro da ALEPA)
5) Daura Irene Xavier Hage e Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos (integrantes da comissão de licitação);
6) Rosana Barletta de Castro (Chefe de controle interno da Casa);
7) José Carlos Rodrigues de Souza e Josimar Pereira Gomes (donos de empresas beneficiadas pelas fraudes em licitações, o primeiro é ex-marido e o segundo é cunhado de Daura Hage).

Outros personagens… não menos importantes

1) Mario Couto (Senador pelo Estado do Pará pelo PSDB, ex-bicheiro e presidente da ALEPA de 2005 a 2006);
2) Manoel Pioneiro – PSDB (Atual presidente da ALEPA, líder da operação “abafa” e repressor de manifestações pacíficas);
3) Ana Mayra Leite (funcionária fantasma internacional lotada no gabinete deputada peemedebista Simone Morgado-PMDB).

Além desses nomes, há outros envolvidos no maior esquema de desvio público do Estado do Pará e que embolsaram quantias que somadas giram em torno de R$ 10 milhões ao ano!

Aproveito para destacar a importante atuação do deputado estadual Edimilson Rodrigues (PSOL) que tenta emplacar uma CPI, mas a base governista (PSDB + PMDB + partidos agregados) até agora barrou.

O Ministério Público do Estado (MPE/PA) também está atuando de modo brilhante e tentando esclarecer os fatos para que os culpados sejam punidos exemplarmente e expurgados da vida pública.

“Fantasmas” da ALEPA: palco de falcatruas e corrupção

A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual em trabalho conjunto estão desbaratando uma verdadeira quadrilha de colarinho branco que atuava (ou atua) na Alepa (Assembleia Legislativa do Estado do Pará). Trata-se de um esquema comum e antigo nas casas legislativas do Brasil que tem como ponto de partida funcionários e estagiários fantasmas.

Os funcionários fantasmas são “funcionários” admitidos legalmente, possuem CPF, RG, endereço físico e recebem o salário em dia. A quadrilha age nomeando “laranjas” (a maioria nem sabe que estão recebendo tais provimentos) e parte ou todo salário é desviado para os bolsos dos “operadores” e políticos envolvidos.

No caso da ALEPA, a base governista tentou atribuir o escândalo ao banco (no caso, o Banpará) e a uma funcionaria não concursada. Uma CPI foi sugerida pela oposição (PT e PSOL), no entanto, em uma manobra para “abafar” o caso o que era para ser CPI virou uma simples sindicância instaurada.

Após a operação “abafa” novos fatos foram revelados pela funcionária operadora do esquema, que culminaram com a apreenção de R$ 500 mil em dinheiro vivo e R$ 40 mil em tickets alimentação na casa do ex-atacante Robson Lima Nascimento, conhecido como Robgol que supostamente estaria envolvido na gatunagem. Além do ex-deputado, outros “peixes” grandes da política podem estar envolvidos e só uma CPI poderia aprofundar a investigação…aí que está o problema.

Pizza no forno…

Dificilmente a CPI será aprovada, apesar de necessária, pois a maioria dos deputados tem “rabo preso” e uma investigação aprofundada poderia expor medalhões da política paraense. O deputado Edmilson Rodrigues (PSOL) está lutando para colher assinaturas e instaurar a comissão para dar uma satisfação para o povo paraense e limpar o nome dos funcionários honestos que estão sendo taxados de “ladrões” e “bandidos” por conta da corrupção de um pequeno grupo de pessoas de má fé e desonestas que contribuem para o atraso do Pará.

"Em breve teremos pizza!" - Pioneiro

PS.: A cobertura dos “principais” jornais do Pará está sendo sofrível, apesar do fato ser grave. Pouca coisa é divulgada e há uma tentativa clara de esvaziamento do tema, principalmente por parte do Diário do Pará*, já que o último presidente da casa era do PMDB e a falcatrua foi descoberta na gestão do mesmo. O jornal Liberal** sugue o mesmo caminho e reproduz uma cobertura pobre e sem profusão. Fica claro que se dependermos dos dois jornais de grande circulação do estado para obter informação  ficaremos cada vez mais desinformados.

Mais informações aqui.

* Jornal dos Clã dos Barbalhos que mais desinforma do que informa. O ponto alto do mesmo é o jornalismo “marrom” sensacionalista, excesso de publicidade e reproduções de conteúdo da Folha, Estadão, Jornal do Brasil, etc. O jornal custa R$ 1 nos dias de semana e R$ 2 aos domingos: “uma boa alternativa para uso como papel de embrulho de peixes, hortaliças e como forro para a casinha de cachorro (…)”.

** Jornal dos Maiorana, conhecido como tabloide elitista com predominio de publicidade em causa própria, barrigas jornalisticas frequentes e propaganda enganosa (diz ser o jornal mais lido do Norte, o que é pura “potoca”, segundo o IVC).