Divisão do Pará: Dividir Atrapalha


O separatismo sempre foi uma grande questão na história da humanidade, o que motivou muitos conflitos de ideias, alguns sangrentos e no atual momento a divisão do Estado do Pará em 3 pequenos territórios coloca novamente a tona essa questão antiga e a conclusão parcial que fica é: dividir a Amazônia (Pará) atrapalha e contribui para o aumento da segregação entre as regiões do Estado e reduz o sentimento de unidade por parte do povo.

Não há dúvida de que o Pará dividido é pior para os paraenses, pois não existe nenhuma garantia de que o Estado se tornará mais eficiente com a divisão e talvez a criação de estados novos impulsione uma onda emancipatória, o que levará a criação de novos municípios e consequentemente um aumento de custos para os cofres públicos. Um Estado menor perde importância, relevância e poder de decisão no cenário nacional.

Na enquete semanal da Folha de São Paulo, o tema da divisão do Pará entrou na pauta e um dos leitores do jornal colocou a seguinte afirmação:

“no município de Santarém há mais de 800 comunidades, e gasta-se mais de um dia de viagem de barco para visitar algumas delas. Não há governador que consiga visitar todas elas em quatro anos (…)”.

A afirmação do leitor revela uma situação tipicamente amazônica, onde as distâncias geográficas “inviabilizam” a presença do poder público, mas não é determinante. O município de Marituba fica há menos de 1 hora da capital do Pará (Belém) e nem por isso os índices de desenvolvimento de Marituba são os melhores da região, pelo contrário, a população de Marituba vive a mercê do poder público, sem atendimento de saúde adequado, índices de violência alarmantes, saneamento básico mínimo, dentre outras mazelas. Pela lógica do leitor “separatista”, Marituba deveria ser uma cidade onde o povo vive bem, mas não é o que acontece na realidade.

PS.: Até o momento nenhum “separatista” apresentou dados e argumentos concretos que justifiquem a partilha do Estado do Pará. Esperamos algum um argumento com base em informações reais e não em opiniões “romantizadas” e sem fundamento. A realidade é que quem vive na imensidão do vale amazônico sempre sofreu da síndrome de “cachorro abandonado” em relação ao resto do Brasil, onde a região Norte é vista como uma imensa floresta, com pouca gente morando e muitos problemas sem solução.

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