A Justiça que faz falhar (Caso Sandra Gomide)


Como cidadão brasileiro gostaria de acreditar que há justiça no país, no entanto, a morosidade no julgamento dos processos, a penas e punições cada vez mais brandas e pior, a impunidade, acabam causando um sentimento frustrante para quem precisa ou recorre às cortes brasileiras.

O caso do jornalista Pimenta Neves só corrobora a tese de que a justiça não é igual para todos. Pimenta matou covardemente a também jornalista Sandra Gomide, confessou o crime, foi condenado e permaneceu solto por uma década. Como alguém que é réu confesso consegue ficar livre por tanto tempo? A resposta: a falta de celeridade no julgamento de recursos, que são legítimos, mas que deveriam ter resposta célere por parte do judiciário evitando essa aberração jurídica.

O primeiro recurso de Pimenta Neves levou 6 anos para ser julgado e só ontem, quase dez anos depois o último recurso foi julgado pelo STF. A pergunta que fica é: se o réu fosse pobre, sem acesso a um grande escritório de advocacia, o mesmo ficaria 10 anos em liberdade? Infelizmente a justiça no Brasil não é a mesma para pobres e ricos, pois se você tem recursos, os recursos lhe beneficiam e a impunidade acaba prevalecendo.

Apesar de ter sido condenado a cumprir pena de 15 anos em regime fechado é provável que Pimenta Neves cumpra pelo menos 2 anos e em seguida migre para o semiaberto, outra benesse tipicamente brasileira.

Pimenta Neves já esperava o resultado do recurso, menos a justiça.

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