Professores do Brasil: Salário de 3 dígitos é Comum Principalmente nas Regiões Norte e Nordeste (via Blog do Prof. Marcelo Dias)


Ter um salário digno é uma das principais reivindicações da categoria, além de melhores condições de trabalho e qualidade no ensino. Não há dúvida de que um professor bem remunerado trabalha melhor e adoece menos, já que evitaria trabalhar em três sacrificantes turnos, haveria mais tempo para o estudo/aperfeiçoamento e um tempo maior para acompanhar o desenvolvimento da aprendizagem de seus  alunos.

Podemos considerar o estabelecimento de um piso salarial no país um avanço, mas é preciso fazer mais, como a implementação de plano de cargos e salários, aumento de remuneração conforme os anos de magistério,  melhores e maiores gratuificações e redução da carga horária. Apesar de existir um piso salarial que deve ser cumprido, na prática os professores do Brasil ganham muito pouco. É o que aponta o relatório da Unesco intitulado “Professores do Brasil: impasses e desafios” publicado em 2009 .

O relatório da Unesco aponta as regiões Norte e Nordeste como as que praticam as piores remunerações aos seus professores, vejam os dados:

Norte (Rendimento Médio)

Educação Infantil: R$ 557

Ensino Fundamental : R$ 870

Ensino Médio: R$ 1.424

Nordeste (Rendimento Médio)

Educação Infantil: R$ 390

Ensino Fundamental: R$ 440

Ensino Médio: R$ 1.000

Como podemos constatar, boa parte dos professores das duas regiões recebem salários de 3 dígitos, assim como a professora Amanda Gurgel do Rio Grande do Norte. A situação é pior quando comparamos os nossos rendimentos com as demais profissões que requerem tempo de formação semelhante. Atentem para os números:

Profissão  | Rendimento Mensal

Arquitetos – R$ 2.018

Biólogos – R$ 1.791

Dentistas – R$ 3.322

Farmacêuticos – R$  2.212

Enfermeiros – R$ 1.751

Advogados – R$ 2.858

Jornalistas – R$ 2.389

Professores da Educação Básica – R$  927

Os dados são alarmantes e vergonhosos para um país que é atualmente a 7ª economia do mundo e em breve deve crescer ainda mais. Algo deve ser feito para mudar esse lamentável quadro, pois em breve correremos o risco de não termos jovens com interesse pela carreira e consequentemente um verdadeiro blackout educacional no país, que nos condenará ao “eterno” subdesenvolvimento.

Leia o post completo aqui.

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