Atendimento Demorado: Para o Banco do Brasil Lei é “potoca”


Usando a definição de lei utilizada pelo falecido jornalista e político Hélio Gueiros que denuncio a forma como os clientes e usuários dos serviços do Banco do Brasil são tratados nas agências na capital paraense. Quem pode evitar a ida ao estabelecimento bancário referido está livrando de um atendimento lento e estressante. Vamos ao caso:

Fui ao banco realizar uma operação simples: transferir um benefício que não está disponível no autoatendimento (que sempre uso para evitar filas) para minha conta corrente. A agência fica no localizada no campus da Universidade Federal do Pará e atende demandas da Universidade e do bairro do Guamá. Escolhi o horário das 14h por julgar ser um momento de baixo movimento que implicaria em um atendimento  rápido e ágil. Um tremendo engano.

Recebi a senha 864 e a senha chamada até o instante da minha chegada foi a de número 835 , totalizando 28 pessoas. Algumas desistiram da espera e as que persistiram como eu não saíram em menos de meia hora do estabelecimento, contrariando a lei municipal 8020 do ano 2000 que diz:

Art. 1º – Ficam as agências bancárias, no âmbito do Município de Belém, obrigadas a atender os usuários que recorrerem aos seus serviços num prazo máximo de:

I – até vinte minutos em dias normais;

Meu horário de chegada em destaque...

Meu horário de saída em destaque...35 minutos depois

Equação da espera: 14:13 – 14:48 = 35 min.≠ 20 min.


Como é possível perceber nos comprovantes acima o tempo que passei para ser atendido chegou aos 35 minutos, bem acima do tempo máximo estabelecido. Em horários de pico a demora chega a ser maior e não há um mínimo esforço por parte das agências em aumentar o número de guichês (no caso da agência da UFPA, apenas 2 funcionam) para melhor atender o cliente e não fazê-lo perder tanto tempo para fazer operações simples que duram menos de 1 minuto.

Os bancos devem aprender que o negócio deles não é só “dinheiro”, mas sim as pessoas que sustentam o banco e  fazem ter dinheiro. Pagamos tantas taxas indevidas para sermos tão péssimamente atendidos e quase nada é feito para resolver essa demora no atendimento, tanto por parte da patronal (FEBRABAN), quanto pelo governo que não fiscaliza o cumprimento da  lei.

A conclusão que tiro desse fato lamentável é que a lei nº 8020/2000 afixada na parede da agência é a mais pura “potoca”.

Com a palavra, o Banco do Brasil…

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