Educação Paraense: Caso de Polícia


A educação no estado do Pará está a cada dia pior, não por falta de investimentos e projetos – que pipocam a cada programa de governo – mas sim por falta de vergonha na cara de muitos políticos que não percebem a importância de uma escola de qualidade para o povo pobre que reside neste rico estado. A forma como a educação é negligenciada no nosso estado é um crime e os culpados estão aí soltos com as contas bancárias “gordas” (veja o caso da roubalheira na ALEPA e outras gatunagens promovidas por políticos).

Basta você visitar as escolas públicas em Belém, Ananindeua, Marituba e qualquer outro município do estado para constatar o quanto a infraestrutura das escolas está tão sucateada que é melhor não estar na escola, pois o teto pode cair, não há bebedouros, as carteiras escolares estão sujas e quebradas, os ventiladores não prestam e podem cair, os banheiros estão precários, dentre outros problemas sérios que comprometem a educação de nossas crianças e jovens. Recursos para reforma existem aos montes, mas o que pode explicar o motivo pela qual as escolas estão caindo aos pedaços?

Todo mundo sabe (ou deveria saber) que as obras que são feitas por empreiteiras contratadas pelo estado (ou município) e quase sempre as obras são superfaturadas e de péssima qualidade, o que demandará em breve novos reparos, ou seja, a obra não é feita para durar, mas sim para quebrar e gerar nova ordem de serviço… É dessa forma que empreiteiras e políticos conseguem angariar recursos públicos para benefício próprio e quem perde são os alunos que sofrem para conseguir aprender alguma coisa em escolas precárias, locais que nem os filhos dos políticos gostariam de estudar.

É importante lembrar que sucatear a educação pública (e outros serviços públicos) é uma forma de manter o ciclo de pobreza que se arrasta há vários anos no nosso estado e beneficiar a iniciativa privada, basta observar o Conselho Estadual de Educação do Pará que atualmente é presidido por representante da iniciativa privada.

A situação das escolas públicas situadas nas periferias das cidades é bem pior, pois os melhores professores não querem se deslocar aos bairros distantes por medo de assaltos e não há muitos professores residentes nos bairros (situação ideal), além dos constantes atrasos no inicio das atividades letivas (as aulas nas escolas públicas do Pará iniciaram em abril e em muitas nenhuma aula foi dada! O que é uma vergonha!) e professores faltosos que são figuras frequentes nas escolas públicas (beneficiados pela estabilidade do emprego acabam abusando das faltas).

O resultado de todo esse cenário caótico: a educação paraense é a pior do Brasil (dados do IDEB).

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