Gripe A (H1N1) no Pará.


O Brasil, junto com México, Estados Unidos e Chile responde por mais da metade das infecções no mundo. Esse fato faz com que o alerta seja maior, já que o nosso sistema de saúde é precário e não consegue atender as demandas menos letais, o que é preocupante.

O Governo Federal omite informações, isso é fato, pois o número de infecções é bem maior que o divulgado e na maioria dos casos os infectados nem conseguem atendimento para tratar de infecções respiratórias agudas (que pode ser gripe A), portanto, o Brasil não está preparado para enfrentar um aumento de demanda por atendimento. O número de laboratórios que realizam o exame que detecta o vírus, ainda é pequeno e o tempo é demorado (15 dias!). 15 dias é suficiente para infectar uma boa parcela da população e disseminar o vírus.

O vírus A (H1N1) está circulando por aí, já está presente no nosso cotidiano e muitos de nós iremos ficar doentes infelizmente, as autoridades devem ficar alertas e redobrar a fiscalização de portos, aeroportos e terminais rodoviários.

Situação do Pará

Ontem (17) ocorreu o primeiro óbito na cidade de Belém, o primeiro no Estado do Pará. Essa morte poderia ser evitada se o SESPA (Secretaria de Saúde do Estado do Pará) não demorasse para notificar a suspeita e tomar as devidas providências, o que nos leva a concluir que a SESPA não está preparada para enfrentar o possível avanço das infecções no Estado. A paciente foi atendida em dois hospitais particulares (Hospital Guadalupe e Hospital da Unimed), o que não foi suficiente para detectar o vírus e encaminhar para o tratamento com base no Tamiflu.

Parte dos profissionais de saúde do Pará ainda está desinformada em relação ao vírus A (H1N1), tanto é que em muitos casos os próprios profissionais não estão tomando as medidas necessárias, como usar máscaras, luvas, entre outras coisas.

Fiquem alertas.

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Sintomas da Gripe A (H1N1)

Indivíduo de qualquer idade com doença respiratória aguda caracterizada por febre superior a 38º C, tosse E dispnéia (falta de ar) acompanhada ou não de dor de garganta ou manifestações gastrointestinais.

Alertas

– A utilização de antiviral específico é somente para casos com risco de gravidade, após avaliação médica e da Vigilância epidemiológica. Os demais casos devem utilizar medicação sintomática. É importante ressaltar que o uso indiscriminado da medicação pode induzir a resistência do vírus influenza.

– Alertamos sobre a importância das medidas de prevenção para toda a população, tais como: cobrir a boca e o nariz ao espirrar, usando de preferência lenço descartável, não compartilhar copos, talheres, objetos, alimentos e principalmente lavar as mãos com água e sabão freqüentemente.

– O Exame laboratorial para diagnóstico específico da influenza somente deve ser realizado de acordo com avaliação da vigilância epidemiológico e médico assistente nos casos de Doença respiratória aguda grave.

– São veiculados avisos sonoros e distribuição de panfletos no aeroporto, contendo informações sobre sinais e sintomas.

– Todas as providências estão sendo adotadas para que as tripulações das aeronaves orientem os passageiros, ainda durante o vôo, sobre sinais e sintomas de Doença Respiratória aguda grave (DRAG). Passageiro com os sintomas deverá se identificar à tripulação, e colocar mascara cirúrgica até a avaliação médica da ANVISA no desembarque.

– No Estado do Pará o comitê interinstitucional que acompanha o Plano de preparação para o enfrentamento de uma Pandemia de Influenza no Estado do Pará, formado pelas instituições: SESPA(Coordenação de Vigilância à Saúde), Instituto Evandro Chagas, Hospital Universitário João de Barros Barreto, Adepará, Defesa Civil, Anvisa e Sesma-Belém, segue Protocolo do MS e acompanha a situação epidemiológica da Doença Respiratória Aguda Grave.

– Os profissionais da rede pública e privada estão sendo orientados para atender, avaliar e notificar imediatamente a ocorrência de casos suspeitos de Doença Respiratória Aguda Grave a Divisão de Vigilância a Saúde/ SESMA e Coordenação de Vigilância a Saúde/ SESPA.

Cuidados

– Os casos confirmados e seus contatos domiciliares devem permanecer em isolamento domiciliar, utilizando máscara por um período de 7 (sete) dias a partir do aparecimento dos primeiros sintomas.

– Observar, caso os contatos domiciliares apresentem sintomas (febre superior a 38º C, tosse E dispnéia ou outro sinal de gravidade) no período de isolamento domiciliar devem procurar assistência médica na rede pública ou privada.

– Os casos confirmados após 07 dias podem retornar ao convívio social normal sem risco de transmissibilidade da doença.

– O novo protocolo de manejo clínico aprovado pelo GEI (Grupo Executivo Interministerial) alterou a definição e conduta frente a casos suspeitos:

Fonte: SESPA

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One thought on “Gripe A (H1N1) no Pará.

  1. Valeu é bom ser realista dentro do possivel para que as pessoas possam ser mais cuidadosas e evitarem locais de onte pode se infectadas.

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