Centenário de Carmen Miranda (1909-2009)


No dia 9 de fevereiro de 2009, a pequena notável completaria 100 anos se estivesse viva. Ao ler a biografia escrita por Ruy Castro (uma das melhores biografias já escritas em território nacional), vejo o quanto essa pequena de  1,55 de altura, invetora do calçado plataforma, rainha do rádio, sucesso em Hollywood e fenônemo de vendas na década de ouro do disco. Depois de Carmen nenhuma outra cantora chegou aos pés dela, e para muitos é também a precursora do tropicalismo (“Taí” uma pauta interessante para os pesquisadores),  opinião que compartilho também.

Assistindo a minissérie “Maysa – Quando fala o Coração”, vejo algumas semelhanças entre as duas, mas sem dúvida Maysa foi bem mais ousada, principalmente no que diz respeito aos costumes de sua época. Carmen também ousou, foi marginalizada inclusive. Bem que a alienante Globo poderia homenagear Carmen com uma minissérie também.

Encerrou a carreira no auge, em plena Beverly Hills, cantando em plena Broadway para os gringos e encantando todos. Mesmo não sendo brasileira de sangue, Carmen era brasileira de alma e coração, tão brasileira quanto qualquer outro brasileiro nato, se a origem fosse motivo para não reconhecimento de sua grandiosidade, basta lembrar que Carlos Gardel – uma espécie de Roberto Carlos Argentino  – era francês e é considerado até hoje o maior cantor argentino de todos os tempos.

Finalizo minha singela homenagem com dois momentos que mostram a simplicidade, o anti-estrelismo e o humor de Carmen, a mulher mais importante e bem sucedida do século XX. Os trechos foram retirados do livro “Carmen – Uma Biografia”.  Eu recomendo a leitura.

Ao ser perguntada por um apresentador de rádio Argentino se era comum haver cobras em meio as ruas do Rio, Carmem respondeu:

“É verdade. Tanto que, na avenida Rio Branco, há uma calçada só para elas  e outra para os pedestres”

Havia uma outra variante da pergunta:

“O que você faz quando cruza com uma cobra em Copacabana?”

“Se for uma conhecida, eu cumprimento”

Outro trecho:

“Você prefere os homens fortes ou os inteligentes?”

“Não concebo um homem sem inteligência. Acho que uma bela estampa impressiona, mas não convence. Se eu quiser um homem forte, tipo homem das cavernas, basta ir ao Jockey Club. Você já viu quantos lindos espécimes cavalares se exibem por ali?”

Saiba mais sobre Carmen Miranda aqui.

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