PROCAMPO 2: elogios, críticas e acusações


Lançado na última sexta-feira (3) a segunda edição do Programa de Vivência Estudantil-Camponesa (PROCAMPO), no auditório do Hotel Sagres, com a presença da governadora do Estado, Ana Júlia Carepa, autoridades do governo e representantes dos movimentos sociais e das universidades públicas, o seminário de apresentação reuniu em torno de 1.400 alunos para conhecer o programa e seus principais objetivos.

O PROCAMPO é uma das políticas de valorização do cidadão do campo e visa integrar conhecimentos teóricos aprendidos na universidade com a realidade local dos camponeses que vivem da agricultura familiar. Cada estudante passa por um curso de formação durante 3 meses, no qual receberá formação para que o mesmo esteja apto a realizar a vivência, sendo que aos finais de semana durante período do curso, são realizadas caravanas de integração, aproximando os alunos da realidade camponesa.

O programa iniciou suas atividades com 120 estudantes-bolsistas e para a segunda edição dobrou o triplicou o número de bolsas para 360 e também o número de localidades (que antes eram apenas a região de ilhas de Abaetetuba e o assentamento João Batista II,  em Castanhal) de duas para cinco (Abaeté, Cametá, Moju, Mosqueiro e Castanhal).

Embora o programa tenha grande apoio das Universidades públicas, dos movimentos sociais, como MST, FETRAF e FETRAGI, algumas críticas e cometários falaciosos surgiram. Parte dessas críticas parte da próprio movimento estudantil da UFPA, ou seja, do DCE-UFPA, que acredita que o programa foi criado apenas para formar 100 militantes do PT, sendo que depois os mesmos constituiriam chapa de oposição contra o DCE no próximo pleito.

(ProCanto – sátira feita pelo blog “Juventude em Pauta”, por deixar supostamente o campesinato no “canto”, à margem).

Acredito que seria muito desperidício de verba pública montar um programa desse porte para criar uma chapa de oposição contra o movimento estudantil de extrema esquerda, que possui em sua maioria militantes da esquerda  radical (PSOL e PSTU). Esse movimento estudantil que é contra a integração dos estudantes e contra um programa que faz o que o próprio movimento não faz, ainda defende o EIV (Estágio Interdisciplinar de Vivência), estágio esse que nunca ouvi falar dentro da esfera acadêmica paraense e não conheço ninguém que tenha participado desse estágio, que existe, mas não na UFPA.

O movimento estudantil da UFPA há muito tempo não cumpre seu papel, deixa de integrar os estudantes (exceto nas reuniões para decidir datas de forró), não contribui para a formação política e não luta por melhorias nas condições de educação dentro da academia. Existem outros interesses e outros objetivos e em nenhum deles os estudantes estão inseridos.

Saiba mais:

Site Oficial do ProCampo  – http://www.segov.pa.gov.br/procampo/

Blog Oficial do ProCampo – http://procampo.wordpress.com/

Nota do Autor.: Um outro cidadão contestador também teceu críticas extensas em relação ao PROCAMPO, mostrando que o mesmo é um desperdício de verba pública, que enxerga os camponeses como “ET” e serve apenas para agregar “mauricinhos e patricinhas” de classe média sem causa, produzir TCCs, passear e telefonar.

Confiram os textos completos aqui.

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