Expressões Populares [Origens e erros de entendimento]


Enfiou o pé na jaca

“O correto é enfiou o pé no jacá.”

Explicação: Antigamente, os tropeiros paravam nas vendinhas, a meio caminho, para tomar uma pinga. Quando bebiam demais, era comum colocarem o pé direito no estribo e, quando jogavam a perna esquerda para montar no burro, erravam, pisavam no jacá (o cesto em que as mercadorias eram carregadas) e levavam um grande tombo.Por isso, quando alguém bebia demais dizia-se que ele enfiou o pé no jacá. A jaca, fruta, não tem nada com isso.

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão

O correto é batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão”

Quem tem boca vai à Roma

“O correto é quem tem boca vaia Roma”.

Explicação: Em Roma era comum a repressão política e o cerceamento dos direitos, principalmente para quem não era cidadão, no entanto aqueles que eram contrários ao regime poderiam exercer o direito de reclamar (mesma que para isso lhe custe a própria vida). Não basta ter boca para ir à Roma, necessita-se de um passaporte e de um bom bocado de Euros no bolso.

É a cara do pai cuspido e escarrado ( Quando alguém quer dizer que   é muito parecido com outra pessoa).

“O correto é :  É a cara do pai esculpido em Carrara”.

Explicação: Carrara é um tipo de Mármore Italiano muito famoso na Europa, foi utilizado na maioria das esculturas do renascimento. Cuspir e escarrar deve ter sido criado livremente por algum usuário do nosso idioma, onde 90% das expressões populares são de caráter chulo e depreciativo.

Quem não tem cão caça com gato

“O correto é quem não tem cão, caça como gato. Ou seja, sozinho!”

Explicação: O cão ajuda seu dono na caça (como nos velhos torneios Europeus de Caça à raposa), mas quem não o possui deve caçar sozinho, tal qual o gato, que é independente por natureza.

Origens de algumas expressões popularescas:

Nas Coxas: As primeiras telhas usadas no Brasil eram feitas de argila, moldada nas coxas dos escravos. Como eles variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam desiguais devido aos diferentes tipos de coxas. Daí a expressão fazer nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.

Casa da Mãe Joana: Na época do Brasil Império, durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses eles mandavam e desmandavam no país, a frase Casa da Mãe Joana tornou-se sinônimo de lugar em que ninguém manda.

Conto do Vigário: Duas igrejas de Ouro Preto receberam a imagem de uma santa como presente. Para decidir qual ficaria com a escultura, os vigários contariam com a ajuda de um burro. Colocaram o burro entre as duas paróquias e ele teria que caminhar até uma delas. A escolhida ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu. Só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

Ficar a Ver Navios: Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

Não entendo Patavinas: Os portugueses tinham enorme dificuldade de entender os frades italianos Patavinos, originários de Pádua ou Padova. Assim, não entender patavina significava não entender nada.

Sem eira nem Beira: Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, sem grana.

Fonte: Cassique ou algum manual de etimologia.

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