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Duciomar Costa e a Cassação: um mal necessário

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A Justiça Eleitoral do Pará (98ª zona), que cassou o diploma do então prefeito de Belém Duciomar Costa (PTB), deu início a uma novela: Belém tem de fato um ou dois prefeitos? Duciomar está no cargo hoje por conta de uma liminar, que a qualquer momento pode cair e Priante foi empossado, mesmo não tendo a diplomação do TRE, portanto, sua posse foi simbólica na verdade.

É inegável que Duciomar tenha se utilizado da administração pública para ter vantagem nas últimas eleições, as placas pela cidade não mentem, inclusive grande parte dessas placas (muitas fincadas na periferia da cidade) anunciavam obras inexistentes, sem preço, sem nome de empreiteira e nem de financiadora, obras que sequer foram feitas, mas em cada esquina do Guamá por exemplo(reduto eleitoral de Duciomar) tinha uma, sem falar na quantidade de ruas asfaltadas (na verdade apenas uma capa selante e uma fina camada de asfalto) na periferia era grande e todos sabem que asfaltar ruas é uma ótima forma de se angariar votos.

Não tenho dúvida que o atual prefeito cassado é incompetente, aliás sempre foi, a origem humilde e as ações assistencialistas (como o ônibus que transportava passageiros de graça) foram a mola propulsora para o legislativo inicialmente e depois o executivo, Duciomar não é uma liderança política em nosso Estado, temos poucas, quase nenhuma de boa índole e compromisso com a população, basta observar o caos na saúde pública, a industria da multa na CTBel, o caso dos carros doados para a saúde, mas que pararam na Guarda Municipal (caso que se tornou recentemente parte da mostra sobre improbidade administrativa do Ministério Público Federal do Pará), desmandos na SEMEC (ver o caso Escola Bosque), ausência de concursos públicos (que deram lugar para os processos seletivos simplificados, uma forma legal de se colocar apadrinhados políticos), dentre outras ações negativas constantes nessa administração.

A certeza que nós podemos ter é que qualquer um que esteja no poder mudará pouca coisa, pelo menos a curto prazo e nós precisamos de coisas a curto prazo, a cidade está abandonada a muito tempo, o legado dessa disputa é a instabilidade política na cidade e o avanço da área de influência do PMDB (o partido de Priante), partido esse que em outrora apoiou e rompeu com os tucanos (que permaneceram 12 anos no poder), apoiou o PT em 2006 (e ao que tudo indica a aliança com Ana Júlia não será reatada, a não ser que a lista de atribuições e cargos seja tentadora).

A cassação de Duciomar o coloca na história (o 1° prefeito da capital cassado por abuso de poder econômico) e encerra uma história de muito sofrimento, descaso e anti-democracia que Belém passou (e pode passar novamente, só saberemos depois).

Cenas do próximo capítulo em 2010.

Escrito por Marcelo

10 10UTC Dezembro 10UTC 2009 em 1:25 PM

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Territórios de Paz em Belém: Terra Firme e Guamá são beneficiados

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Os bairros ditos mais violentos e mais estigmatizados da capital irão receber as ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). “Território de Paz” é o nome do projeto que desembarca tanto no bairro do Guamá, quanto na Terra Firme. Os dois bairros sofrem com a falta de infra-estrutura básica (saneamento, pavimentação, iluminação, etc), além de concentrarem grande parte da população e também os principais grupos de distribuição de drogas da capital, drogas vindas pelo rio Guamá, portanto, não produzidas aqui (por ainda não dominarem essa tecnologia).

No bairro da Terra Firme, a violência foi visivelmente reduzida, não por conta do aumento do efetivo de policiais nas ruas (é possível ver rondas, mas apenas nas ruas principais do bairro), mas sim pelo mudança no modus operandi das duas quadrilhas que atuam no bairro. No momento existem duas facções (parcialmente organizadas), a localizada nas ruas Lauro Sodré e Ligação (obviamente no final de cada uma delas, onde poucos carros da PM podem passar e onde há quase nehuma infra-estrutura). A primeira aluga armas aos bandidos (algumas vindas de fora da capital e outras fornecidas por pessoas ligadas à Polícia Militar), comercializa entorpecentes em quantidade razoável, a segunda é bem maior em quantidade de drogas vendidas e termos de “soldados”, além de se intitular “mílicia”, ao contrário da primeira (que também é rival) é grande distribuidora de drogas derivadas da cocaína, inclusive é possível perceber a grande quantidade de carros (inclusive alguns importados e peliculados) que vão buscar droga. Os crimes menores, como roubo de bolsas, celulares (em geral crimes contra o patrimônio) foram reduzidos, pelo simples fato de serem os crimes que chamam atenção da polícia e provocam estardalhaço, o que prejudica o “comércio” da droga, em vista disso muitos ladrões-viciados (a maioria são viciados e não roubam para comer por exemplo) foram executados (o dito acerto de contas por dívida como dizem os jornais).

Em relação ao bairro do Guamá, não é possível desenhar uma “geografia do crime”, já que o bairro é um verdadeiro labirinto de ruas e de bocas de fumo, há muitos traficantes nanicos (cada viciado pode ser um micro-traficante), ou seja, o combate a esse tipo de “comércio” é bem mais complicado.

Acabar com o tráfico de drogas é utopia, mas reduzir os efeitos colaterais dessa “doença” que atinge as grandes cidades com “remédios” é a solução, com o objetivo de reduzir principalmente a participação de jovens nesse tipo de associação criminosa e tratando os já seduzidos pelas drogas como doentes. A questão é mais patológica que criminal. Leiam abaixo a notícia sobre a implantação do projeto “Território de Paz”do PRONASCI, publicado no jornal on-line Diário do Pará:

O Pará recebeu R$ 115 milhões do governo federal para investir em segurança pública, nos últimos dois anos. Nesta segunda-feira (19), mais um projeto do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) desembarca na capital paraense: o Território de Paz, que será implantado nos bairros do Guamá e da Terra Firme. “O Pronasci supera, com o Território de Paz, a antiga crença, e  a mais conservadora, de que violência se soluciona a partir de mais repressão”, explicou o secretário-executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira. “Nós defendemos ações sociais de caráter preventivo. Esta é uma visão mais progressista da segurança pública”.

O Pronasci é o programa do governo federal, articulado pelo Ministério da Justiça, nas três esferas do poder Executivo (União, estados e municípios) para implementar, em conjunto, ações de segurança pública, preventivas e repressivas, a fim de enfrentar a criminalidade nas regiões metropolitanas das cidades mais violentas do país. Belém é a décima capital a receber o Território de Paz.

O Ministério da Justiça traz a Belém 24 projetos do Pronasci, que serão anunciados pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, nesta segunda-feira. Alguns deles funcionarão exclusivamente nos bairros do Guamá e da Terra Firme, bairros com alto índice de violência. São eles:

Policiamento comunitário

A interação constante entre a polícia e a comunidade é uma das prioridades do Pronasci para prevenir e conter a violência nas grandes cidades brasileiras. O grande diferencial deste modelo é o foco na prevenção. No Pará já foram capacitados 3.363 profissionais de segurança pública para atuar na mobilização social das lideranças comunitárias, visando garantir ao máximo a difusão do respeito à dignidade humana e aos princípios da democracia.

Postos de polícia comunitária

O Pronasci também investe na construção e estruturação de postos de polícia comunitária nas áreas com maior índice de criminalidade. Em Belém, duas bases de Polícia Comunitária serão construídas. Uma no bairro Guamá: Pass. Alvino, s/nº, esquina com Av. Castelo Branco e outra no bairro Terra Firme: Av. Perimetral, s/nº, em frente ao Portão IV da Universidade Federal do Pará (Betina Ferro).

Mulheres da Paz

O Pronasci seleciona mulheres que fazem parte da rede social e de parentesco do público-alvo do programa (jovens de 15 a 29 anos em situação de risco) e que possuem potencial de liderança. Chamadas de Mulheres da Paz, têm a missão de prevenir os conflitos locais e afastar os jovens da criminalidade, incentivando a participação deles nos projetos sociais do governo federal. Elas receberão um auxílio mensal de R$ 190. Em Belém, 500 mulheres serão selecionadas. O final do processo de seleção será em novembro.

Protejo – Proteção de Jovens em Território Vulnerável

O projeto é voltado a jovens de 15 a 24 anos, moradores de rua ou expostos à violência doméstica ou urbana. Tem como objetivo sensibilizá-los para uma participação social ativa, resgatando sua auto-estima e convivência pacífica nas comunidades em que vivem. Os jovens participarão do curso de formação cidadã, com 800 horas divididas em 12 meses, para atuar como multiplicadores da cultura de paz. Receberão, durante um ano, uma bolsa mensal de R$ 100. Os jovens também participarão de projetos educacionais, culturais e esportivos. Em Belém, 285 jovens já foram selecionados para o projeto e a formação terá início em novembro. Informações na Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.

Geração Consciente

O projeto Geração Consciente tem como objetivo a capacitação de jovens para o exercício dos seus direitos enquanto consumidor e a manutenção da sua integridade. Esses jovens serão multiplicadores do que aprenderam junto à comunidade difundindo os direitos do consumidor e a educação para o consumo. Em Belém, 60 jovens de Bengui e Jurunas já participam do projeto. Outros 60 jovens de Guamá e Terra Firme serão selecionados até novembro. Informações no Procon/PA: Avenida Almirante Barroso, nº 919. Bairro Marco.

Monitoramento Cidadão

Uma equipe técnica estará presente nas comunidades para fazer um diagnóstico de como os serviços públicos estão sendo oferecidos e das principais demandas da população. Alguns locais tomados pela criminalidade, por exemplo, estão sendo prejudicados em serviços como transporte, telefonia, gás e etc. Será feito um mapeamento das necessidades de cada local para que, posteriormente, sejam regularizados todos os serviços pagos pelo consumidor.

Justiça Comunitária

Os moradores da comunidade serão conscientizados sobre os seus direitos e capacitados em mediação de conflitos. A mediação comunitária evita que uma simples discussão vá parar na Justiça ou resulte em um ato de violência. Para isso, a população poderá buscar o Núcleo de Justiça Comunitária, contando com a orientação de psicólogo, assistente social e advogado, tendo apoio também dos Agentes de Mediação Comunitária para orientá-los a resolver os problemas locais de forma pacífica e justa. Em Belém, um acordo de cooperação será firmado com o Ministério Público do Pará para a execução do projeto.

Praça da Juventude

Será construída nos bairros do Guamá e da Terra Firme praça de 8 mil metros quadrados para proporcionar atividades de esporte e lazer à comunidade. A praça terá quadras de basquete, vôlei, futebol, tênis, skate, entre outras modalidades, e os moradores contarão com monitores especializados.

Esporte e Lazer da Cidade

O projeto “Esporte e Lazer da Cidade” visa à criação de núcleos recreativos com oficinas que incluem dança, teatro, música, capoeira. O objetivo é atuar diretamente em localidades tomadas por criminalidade, afastar os jovens do tráfico e atraí-los para atividades saudáveis. 60 jovens atendidos pelo projeto estarão presentes no evento. Quatro núcleos atendem o Guamá e a Terra Firme.

Fonte: Diário do Pará.

Escrito por Marcelo

19 19UTC Outubro 19UTC 2009 em 2:46 PM

Escola Bosque do Outeiro sob suspeita

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Não é novidade que servidores concursados sofram pressão por parte da administração pública municipal, já que muitos dos que trabalham nas escolas municipais de Belém são na verdade “colocados” no cargo por questões políticas, daí vem o interesse da prefeitura em não realizar concursos. Esse embate entre servidores concursados (amparados por lei, pois a constituição determina que o ingresso no seviço público deve se dar por meio de concurso de provas e títulos, salvo algumas excessões) tomou rumos inesperados na Escola Bosque de Outeiro. Publico aqui trechos na íntegra do manifesto dos professores e técnicos da Escola Bosque que estão sofrendo perseguição por parte dos administradores da mesma, o que gerou exonerações arbitrárias e ilegais. Quem assina o manifesto é a própria Associação dos Professores e Técnicos da Fundação Escola Bosque (APTFEB) com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP).


O que se esconde por trás da fachada da Escola Bosque?

“É o que nós professores e técnicos da Escola Bosque temos mostrado aos nossos alunos e seus pais, a população de Outeiro e Cotijuba, e de toda a grande Belém.”

“Nossa Escola Bosque,que é um espaço educacional (deveria ser pelo menos) dedicado especialmente à educação ambiental, com sede na ilha de Outeiro e anexo em Cotijuba, vem sendo também um espaço em que os vícios do desrespeito e da arbitrariedade, vícios que sofre a direção da EB, têm impedido o bom funcionamento de nossa instituição.”

“Os novos professores e técnico (concursados) da EB, desde o ingresso tem passado por todo tipo de pressão.”

“Em nosso primeiro dia, a Coordenadora pedagógica da escola declarou, em nossas “boas vindas”, o quanto duvidava do valor do concurso público em que fomos aprovados, e consequentemente, o quanto duvidava de nosso valor acadêmico e profissional.”

“Durante mais de um ano tentamos dialogar com a Direção da Escola Bosque, visando participar democraticamente da gestão de nossa instituição, planejar e coordenar coletivamente nosso trabalho e promover uma formação continuada eficiente entre e para nós próprios, professores e técnicos.”

“As “respostas” da direção da EB aos questionamentos, sugestões e reinvidicações que fizemos foram, apenas e sempre novas ameaças, mais perseguições, e agora, as exonerações (demissões) de 10 professores e técnicos.”

No início do 2° semestre de 2009, professores e técnicos da escola receberam de uma única vez, todas as três primeiras avaliações trimestrais, e foi descoberto que durante os meses dessa “avaliação”, a direção da EB inventou e incrementou diversas aberrações morais, como a acusação de imoralidade, faltas (inclusive quando alguns servidores estavam em licença médica), indiciplina e “preguiça”. Segundo os professores em nenhum momento os avaliadores (que são em sua maioria contratados em cargos de confiança, possivelmente reprovados no mesmo concurso que aprovou os professores e técnicos.

Professores e técnicos cobram justiça e uma avaliação independente, que não seja encabeçada por contratados da própria escola, mas sim por uma comissão idônea e capacitada para esse fim, que não viole o princípio da impessoalidade.

“A Escola Bosque é uma instituição do povo e não propriedade privada e não de quem dela se adonou, nela se esconde e quer abusar.”

Contato APTFEB: aptfebosque@gmail.com

Escrito por Marcelo

14 14UTC Outubro 14UTC 2009 em 2:14 PM

Tarifa de ônibus urbano de Belém não é a mais baixa do Brasil

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Belém não é a capital com a tarifa mais baixa do Brasil, segundo os dados das prefeituras, São Luís (MA) com R$ 1,60 responde pela menor tarifa, enquanto que Florianópolis (SC) possui a tarifa mais cara (R$ 2,80).

A diferença entre tarifas não pode ser comparada, já que cada cidade possui um sistema de transporte diferente, São Luís é uma ilha por exemplo, Belém (sem levar em consideração a Região Metropolitana) não é tão grande quanto São Paulo ou Rio de Janeiro, portanto, comparar preços e justificar reajuste de tarifa da cidade por ser a mais barata do Brasil também não é aceitável (essa sempre foi a principal razão para os reajustes anuais praticados pelo SETRANSBEL (sindicato patronal dos ônibus).

De fato, a frota  de ônibus foi renovada em parte, a maioria da renovação se deu nas empresas de Belém, as que circulam em Ananindeua, Marituba, Mosqueiro e Benevides ainda deixam muito a desejar.

Nossos ônibus não têm ar-condicionado e muitos são sujos e circulam lotados, sem falar na falta de educação por parte dos funcionários, principalmente no tratamento com idosos, portadores de necessidades especiais e gestantes.  A passagem de ônibus é cara para o trabalhador paraense e a tendência é que só aumente.

PS.: A Prefeitura de Belém novamente  nos apresenta um projeto  contraditório, que é o de perdoar o ISS (Imposto sobre Serviços) que o SETRANSBEL deve, o que gira em torno de R$ 80 milhões. O projeto é um presente para os empresários, pois não são os juros que serão perdoados, mas sim a dívida propriamente dita. Será que com o perdão dessa dívida, a tarifa vai ser reduzida? A qualidade do serviço será melhorada?

Fiquem atentos.

Escrito por Marcelo

20 20UTC Setembro 20UTC 2009 em 9:56 PM

Belém: cidade do caos [Parte 1]

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A série “Belém: cidade do caos” mostrará alguns pontos da cidade no qual podemos ver desorganização e a total ausência do poder público. Nessa primeira parte tratarei de três pontos: a) Praça Waldemar Henrique (localizada na Boulevar Castilho França); b) Parada de ônibus em frente a galeria Portuense (localizada na Travessa Padre Eutíquio); c) Parada de ônibus na Avenida Cipriano Santos em frente a praça do operário.

a) Praça Waldemar Henrique:

Idealizada para ser uma praça temática reunindo elementos em homenagem ao nosso maestro Waldemar Henrique, possui um escorregador em forma de violão, uma arquibancada em forma de partitura, além de bancos e brinquedos para as crianças. Construída na prefeitura comandada pelo PT (naquela época ainda de esquerda, revalitalizou várias praças e construiu novas em locais que não possuiam). Na última gestão petebista foi abandonada. Durante quase o ano todo é ocupada por viciados, meninos de rua e delinqüentes que se aproveitam da presença de turistas que vão a Estação das Docas e os roubam. Há uma parada de ônibus, mas quem tem coragem de permanecer lá depois das 17h é candidato a ser roubado ou alvo da ação de pedintes. No mês de junho a praça recebe apresentações de “Quadrilhas Juninas”, o único momento no qual a praça é ”arrumada”. O policiamento durante a noite é ZERO, portanto, evitem andar por aquelas bandas, já que a praça está com a iluminação quase toda quebrada.

b) Ponto de ônibus em frente a Galeria Portuense.

Quem sai do shopping Pátio Belém (antigo Iguatemi) e tem que pegar ônibus para voltar para casa passa sufoco. Além de não haver parada (abrigo), os pedestres ainda tem que disputar espaço com os ambulantes que estão tomando conta da calçada (desde a rua dos  48) e os taxistas que possuem ponto em frente a Galeria Portuense. Quando os mesmos querem entrar ou tirar o carro, ficam buzinando e “jogando” o carro para cima dos pedestres, alguns taxistas ainda “xingam” os mesmos. O risco de atropelamento é alto. Os órgãos competentes devem receber uma propina bem alta para não tirarem aquele ponto de taxi dali, já que ocupa a calçada e atrapalha o embarque e desembarque de passageiros de ônibus. Cabe lembrar que em frente ao shopping há um ponto de taxi regulamentado, portanto, creio que seja desnecessário um outro local para exploração dessa atividade.

c) Ponto de ônibus na Cipriano Santos (em frente ao Terminal Rodoviário).

É público é notório dizer que aquele complexo que circunda o terminal é por demais caótico, já que ali encontramos tráfico de drogas, de mulheres, prostituição infantil, entre outras mazelas sociais, que os governantes ignoram. Mas não falaremos de nenhuma dessas mazelas, mas sim do desrespeito que podemos observar na parada de ônibus. Aquele ponto de ônibus é muito movimentado, por isso o número de “kombis” é alto, muitos gritando o nome dos “itinerários”, a maioria dos veículos é sucata, sem condições de tráfego, mas mesmo assim circulam oferecendo risco a população. Um outro problema é a presença de taxis (de novo eles) que ultrapassam o limite permitido (de 3 vagas), alguns ficam na parada de ônibus mesmo e quem precisa pegar o ônibus deve ir para o meio da pista sofrendo o risco de ser atropelado. Depois das 18h é comum também a presença de moto taxis (outro problema) ocupando a parada de ônibus. Os órgãos competentes também nunca aparecem para acabar com aquela “palhaçada”, creio que devem receber uma “ponta” dos donos de “kombis” e demais exploradores daquela área.

Podemos concluir que a Prefeitura pouco ou nada faz para resolver esses “gargalos” urbanos. Sobra para nós pedestres arriscarmos nossas vidas, já que os órgãos competentes não cumprem seu papel. Faço aqui a minha reclamação e espero que esses problemas sejam resolvidos o mais breve possível.

Escrito por Marcelo

21 21UTC Julho 21UTC 2009 em 4:23 AM

Tecnobrega: lixo em forma de música

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Já houve criação humana mais horrorosa em matéria de música do que o tecnobrega? Eu não conheço. A rigor, esse gênero nem pode ser enquadrado na condição de música. Não tem harmonia nem melodia. O ritmo é tão pobre quanto o de um bate-estaca. Uma voz esganiçada geme como se tivesse dado uma topada. Uma voz eletrônica interrompe o – digamos assim – cantante para anunciar qualquer coisa. Ao fundo, um ruído eletrônico remete o ouvinte à cacofonia do inferno. Quem submete seu ouvido a essa monocórdia repetição de um cantochão primal jamais virá a saber o que é música.

Servir de cenário para o surgimento dessa monstruosidade antimusical não consagra de vez o Pará como a terra do barulho e Belém como a sua lídima capital? De fato, o paraense tem uma propensão natural para ouvir música, cantar e dançar. A vertente verdadeiramente musical dessa tradição fecundou compositores, músicos e cantores em atividade como Nilson Chaves, Vital Lima, Alcyr Guimarães, Sebastião Tapajós, Nego Nelson, Fafá de Belém, Leila Pinheiro, Jane Duboc, Andréa Pinheiro e muitos outros.

Mas outra vertente foi progressivamente empobrecendo uma matriz que já era limitada. A música paraense de raiz é monótona, repetitiva, dominada pela marcação do ritmo, que cada vez mais sufoca as outras partes (mais relevantes) da composição. Ouve-se com deleite três números de carimbó. A partir daí, a exaustão vem rápido. Um disco inteiro de carimbó demarca na audição a exigência de quem ouve. Uma festa só de brega é passaporte para o rebaixamento do gosto. Uma única música de tecnnobrega é tortura auditiva. Com o som estourando o registro dos decibéis, é poluição humana certa.

A cidade é tomada todos os dias e inundada nos fins de semana por essa agressão de barulho, que também dá sua contribuição à violência geral. Contando, para a consumação do crime, com o disfarce da cultura popular. A tolerância geral para esse tipo de maneirismo não minimiza a gravidade da agressão. Só a torna menos perceptível. E, justamente por isso, mais letal. Corrói aos poucos, aniquila a sensibilidade, deforma o gosto.

Lúcio Flávio Pinto [Jornal Pessoal - janeiro de 2009]


Não só concordo com o Lúcio, como também acrescento outros argumentos que sustentam a tese de que tecnobrega é um lixo. Ultimamente a criatividade dos “compositores” ou “plagiadores” está em declínio. Se antes tínhamos as letras sem sentido, agora temos letras de músicas de outros estilos, como forró, sertanejo, rock  e até música gospel. Fazer versões de música gospel é um verdadeiro sacrilégio para alguns,  imagine uma música que fala de Jesus tocando em um ambiente onde as pessoas consomem bebidas alcóolicas e até drogas ilícitas. É uma confusão de valores. Além de copiarem a música na íntegra, ainda desvirtuam a mensagem.

A maioria das festas de tecnobrega ocorrem na periferia da cidade e abusam do volume, além de atrair mais violência, já que é comum alguns “frequentadores” delinquentes roubarem para consumir os “baldes” de cerveja, não é a toa que os crimes aumentam justamente nos finais de semana. Assim como ocorre nas favelas cariocas, os traficantes também atuam na contratação dessas festas, uma forma de lavar dinheiro “sujo” e também como co-patrocinadores para impulsionar a venda de entorpecentes aos viciados que vão a esse tipo de festa.

Em Belém houve uma tentativa de atrair um público diferenciado para as aparelhagens, o público da classe média, que consome muito e gera bastante lucro para os empresários da noite, mas a moda não pegou, já que o tecnobrega é estigmatizado. Basta sair a noite e ver quantos lugares frequentados pelos “baladeiros” tocam brega: nenhum!

Na música brasileira e mundial há muita porcaria, cabe a nós colocarmos um filtro em nossos ouvidos e selecionar o que é e o que não é música de verdade.

Escrito por Marcelo

22 22UTC Junho 22UTC 2009 em 2:35 AM

A Não Exigência de Diploma para ser Jornalista

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A decisão do STF foi polêmica e dividiu opiniões. Creio que a não exigência de diploma para exercer a profissão de jornalista não significa que o curso superior de comunicação social seja dispensável. Creio que a qualificação será o diferencial para os jornalistas diplomados e o curso pode ser ainda mais valorizado.

Ter o diploma não garante um bom profissional, já que a imprensa possui jornalistas ruins (um exemplo de péssimo jornalismo foi o caso da Escola Base), assim como em qualquer outra profissão. No caso do Pará, a maioria trabalha sob a ótica do sensacionalismo e do que pode ou não vender (no caso dos cadernos policiais que mostram atrocidades e imagens fortes). Além disso, podemos perceber a falta de qualidade  em muitas matérias e o abuso das matérias de entretenimento.

Em Belém temos boas tentativas de jornalismo sério, como o caso da Rede Record, que faz uma cobertura abrangendo o interior do Estado, além de evidênciar o jornalismo comunitário. A jornalista Úrsula Vidal também exerce um papel excelente a frente do SBT, assim como Lúcio Flávio Pinto em seu Jornal Pessoal, talvez a vanguarda do jornalismo paraense. O próprio Lúcio Flávio não possui formação em comunicação social, mas sim na sociologia – o que o fez ter uma formação bem mais abrangente -, segundo o próprio em entrevista ao Balanço Geral, a exigência do diploma para atuar como jornalista é algo privativo do Brasil, herança da Lei de Imprensa (lei n° 5250/1967, que já foi revogada pelo STF), que coibia a prática do jornalismo dos pequenas mídias alternativas e punia jornalistas com penas diferenciadas, que nem o Código Penal amparava, portanto, inconstitucional.

As demais empresas jornalisticas ou mostram bandidos sendo mortos por policiais ou as fotos da coluna social, de informação útil apenas o mínimo e reproduções de jornais de grande circulação do país (Folha, JB, O Globo, etc).

Essa polêmica em torno da não exigência do diploma de jornalista é a oportunidade dos estudantes de jornalismo tem para mostrar que estão antenados com o local e com o global, que são formadores de opinião e que podem contribuir para a melhoria em diversos setores da sociedade, já que a mídia tem força para isso.

Relembre o caso da Escola Base aqui.

Escrito por Marcelo

21 21UTC Junho 21UTC 2009 em 12:22 AM

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Motivos para Belém não ser sub-sede da Copa de 2014

com 9 comentários

Como paraense acho de grande importância a nossa cidade receber um evento desse tipo, o nosso povo é acolhedor, a nossa cidade é bonita e tem suas belezas naturais, mas, não é só isso que vai fazer com que Belém saia vitoriosa em relação à Manaus e digo mais, Belém não tem condições para sediar esse tipo de evento, os motivos listarei abaixo.

1. Belém é uma cidade proporcionalmente muito violenta;

2. O entorno do Mangueirão abriga bolsões de pobreza, áreas sem saneamento, sem infraestrutura mínima para a população;

3. O trânsito em Belém é caótico e desorganizado, apesar da cidade não ser tão grande, seu trânsito é tão complicado quanto o de São Paulo;

4.  A Governadora é fraca politicamente e não tem apoio suficiente para trazer a copa para Belém;

5. O prefeito atual é um dos piores e não tem competência para investir ou apoiar esse tipo de evento;

6. A exclusão social no nosso Estado é gritante, a população sofre, principalmente em termos de  saúde e educação;

7.  Belém tem seu patromônio histórico pouco conservado. São Luís está anos-luz à frente. Os casarões antigos caem e nada é feito;

8. Há escravidão no Pará. 80 % dos casos de regime de semi-escravidão saõ no Pará;

9. Aqui se mata por terra;

10.  Não há hotéis suficientes e nem moradias alternativas em condições (problema que ocorreu no Fórum Social Mundial desse ano);

11. Existe uma ligação maior entre Amazônia e Manaus, ou seja, Belém não remete a Amazônia, segundo os comentaristas esportivos.

12. O Governo do Estado do Amazonas investiu pesado em publicidade para se promover, não é a toa que durante a transmissão da escolha das sedes da copa era comum aparecer nos intervalos peças publicitárias se referindo à festa de Parintins (um ponto forte dos irmãos amazonenses), durante a apresentação das maquetes dos estádios, o de Manaus apareceu e o Mangueirão foi cortado.

Existem outros motivos, a maioria políticos. Manaus, apesar de não ter um estádio, pode muito bem construir um novo (e vai construir o estádio mais caro da Copa de 2014), já que o Estado é um dos mais ricos do país em termos de PIB.  Não ficarei surpreso se Belém perder essa disputa. Lotar clássicos Remo e Paissandu não garantem uma copa.

PS.: O povo ficou triste, mas essa é a sina do Pará, ser desprestigiado e excluído.

Se a copa vier, vai ser uma grande oportunidade para o nosso Estado mudar a imagem que tem no centro-sul do país, se não vier, Belém vai ficar pelo menos uns 30 anos atrasada. Pensem nisso.

Escrito por Marcelo

31 31UTC Maio 31UTC 2009 em 2:53 AM

Do riso ao trote: o nascer da violência

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Encontrei esse texto de autoria de Sírio Possenti ao fazer uma prova, achei o texto ótimo, por tratar de uma questão pouco discutida: a origem da violência.

Andamos cansados de assassinatos em escolas, aqui e nos Estados Unidos, de guerras estúpidas e de trotes violentos que, de vez em quando, terminam tragicamente. Mas acho que deveríamos ser menos cínicos, e começar a considerar normais essas coisas, a não ser que decidamos ir fundo e pôr em questão também outras formas de relacionamento humano que tendemos a considerar não problemáticas.

Para começar, considere o caro leitor as piadas. Podem ser piadas relativas aos portugueses ou às loiras, mas as relativas aos homossexuais ou aos negros são exemplos mais evidentes. Freud acha que, quando fazemos uma piada, estamos de alguma maneira substituindo uma agressão física por uma agressão verbal, mesmo que a piada obrigue essa agressão a ser indireta. Se seguirmos Freud, admitiremos que o desejo de destruição do outro – de qualquer um que seja diferente – só não é posto em prática por repressão, dito de outra maneira, como efeito de civilização, que é em grande parte um conjunto de tecnologias para controlar pulsões, instintos. A distância entre uma guerra e uma piada racista é grande, certamente, mas ambas pertencem à mesma linhagem: são uma forma de agredir o outro, de expressar a certeza de que o outro não é como nós.

Jogar calouros que não sabem nadar numa piscina, durante um trote – ou convidados em festas caseiras – é, para muitos, apenas uma diversão. Pode ser verdade que não haja nenhuma intenção – consciente – de provocar a morte de alguém. Mas fica uma pergunta incômoda: por que divertir-se jogando os outros na água?

Mudo de cena, sem trocar de tema. Nos domingos à tarde, num dos programas mais assistidos da televisão brasileira, um ponto alto são as “vídeo-cassetadas”: em geral são cenas domésticas nas quais ocorre pequeno acidente inesperado. A sagrada família brasileira se diverte, o povo mais pacífico do mundo chora de tanto rir. Ri de alguém que se arrebenta, que corre risco de ferimentos, que sofre humilhações diante de platéias que se tornaram multidões por via da televisão. Um espetáculo de puro – pequeno? – sadismo.

Depois alguém dá um tiro em alguém por nada (por dá cá aquela palha, dir-se-ia) e todos nos horrorizamos, não entendemos de onde vem tanta violência. Ora, vem de dentro de nós, de todos nós. Se não cuidamos disso todos os dias, se não cultivamos a leveza e a delicadeza, só nos divertiremos com muito álcool, algum pó e alguém jogado na água. E se ele morrer, diremos que só estávamos nos divertindo um pouco. Não sabemos mais nada. Nem a semântica de “só”.

Escrito por Marcelo

19 19UTC Maio 19UTC 2009 em 4:31 PM

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Portal Troppos no CONFINTEA VI

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Este site está confirmado para fazer a cobertura on-line da  Sexta Conferência Internacional de Educação de Adultos-CONFINTEA VI, que será realizada no período de 19 a 22 de maio de 2009, em Belém, no Hangar.

Os leitores ficarão informados sobre o que de mais importante irá ocorrer nesse importante evento, que ocorre de 13 em 13 anos.

Marcelo Dias

Mais informações:

Comissão Organizadora da CONFINTEA VI
UNESCO Institute for Lifelong Learning (UIL)
Site: www.unesco.org/uil/confintea6
E-mail: confintea6@unesco.org

Representação da UNESCO no Brasil
Site: www.brasilia.unesco.org
E-mail: confinteabrazil@unesco.org.br

Site da CONFINTEA VI, em http://www.unesco.org/pt/confinteavi/

Escrito por Marcelo

1 01UTC Maio 01UTC 2009 em 3:19 PM

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