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Belém não tem Livrarias de Qualidade

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Belém já teve boas livrarias, como livraria Universal, Dom Quixote, Jinkings, dentre outras, aliás de umas décadas para cá as livrarias deixaram de ser centros de promoção da cultura letrada e da boa leitura para ser tornarem lojas de livros de auto-ajuda e de apostilas para concurso, leitura imediata que vende rápido e dá lucro fácil.

Um bom leitor sempre que chega a uma grande cidade passa na livraria, isso em São Paulo, Brasília, Londres, Paris, Nova York, mas em Belém as poucas livrarias que ainda restam são verdadeiros depósitos de livros de auto-ajuda, de literatura barata, apostilas para concursos, dentre outros impressos. Infelizmente não temos uma FNAC, Saraiva, Livraria Cultura, mas é possível comprar via internet, o que sai bem mais barato que comprar nas livrarias da cidade e por ter variedade de títulos, sem falar nos descontos e frete grátis.

Um exemplo de livraria ruim é a “Newstime” (1° e 2° piso do shopping Pátio Belém e Estação das Docas). Alguns vendedores são pouco gentis, atendem mal, não conhecem o objeto que vendem (no mínimo deveriam saber quem é Machado de Assis, Darcy Ribeiro, José de Alencar, etc), não sabem o que é um conto e nem um romance, só conhecem Paulo Coelho, Augusto Cury, Harry Potter, Dan Brown, dentre outras pérolas da literatura de quinta.

Os livros sempre estão plastificados (só aqui em Belém os livros expostos ficam no plástico), empilhados (em alguns casos em pilhas enormes, quase caindo no leitor), os espaços para circulação são mínimos, ou seja, ninguém consegue ficar muito tempo dentro da livraria sem ser esbarrado por alguém, ou seja, o espaço é pouco acolhedor, sem falar que os livros estão todos misturados, não há sequer divisão por áreas ou temas (achar um livro sem ajuda do vendedor é como procurar uma agulha no palheiro). A única vantagem de comprar nessa livraria é a compra on-line, pois entregam em casa e é bem mais confortável.

Espero que as livrarias de Belém melhorem seus serviços e sejam livrarias de fato. Fica a dica.

PS.: Na loja da Visão existia a Visão Megastore, livraria ampla, organizada, atendimento excelente, mas a mesma foi reduzida e colocada no 2° piso.

A livraria Ifá que funcionava na Mundurucus foi transferida para a Travessa Barão do Triunfo 3174, Bairro do Marco. De todas é a única livraria de fato e que recomendo a visita.

Escrito por Marcelo

8 08UTC fevereiro 08UTC 2010 em 2:43 AM

A Geografia do Crime em Belém

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Entenda um pouco a origem da crimininalidade dos bairros do  Guamá e Montese (Terra Firme) com base no estudo do pesquisador Aiala Colares. Acredito que estudos como este ajudem a planejar políticas públicas direcionadas ao enfrentamento da criminalidade e o investimento em capital social.

Das plantações da folha de coca na Colômbia, Bolívia e Venezuela, a droga, transformada em pó, peteca ou pasta, chega ao Brasil via Itabatinga, no Amazonas. De lá, a mercadoria é transportada por rio até Abaetetuba, no Pará, e, em seguida, distribuída para todo o país. Em Belém, o produto vem pela baía de Guajará até o rio Guamá e atravessa o canal do Tucunduba, seguindo livremente em direção ao coração do bairro da Terra Firme. Essa é a “geografia do crime”, apresentada como resultado da pesquisa de Aiala Colares, geógrafo e especialista em Planejamento Urbano, integrante do grupo Observatório de Estudos em Defesa da Amazônia, pertencente ao Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), da Universidade Federal do Pará.

A monografia “A geografia do crime na metrópole: da economia do narcotráfico à territorialização perversa em uma área de baixada de Belém” tem como objetivo mostrar de que forma o tráfico de drogas condiciona a situação de violência urbana na capital paraense. A pesquisa de Aiala, orientada pelo professor Durbens Nascimento, realizou um mapeamento dos pontos de venda de drogas na Terra Firme e os problemas decorrentes desse comércio ilegal para as comunidades locais. De acordo com o pesquisador, o tema da violência ainda é muito negligenciado do ponto de vista acadêmico. Embora seja muito forte socialmente e recorrente na mídia, é um assunto pouco estudado, principalmente em se tratando do narcotráfico.

O bairro da Terra Firme surgiu na década de 50 como consequência de uma expansão populacional, não acompanhada de planejamento urbano. Com a valorização da área central da cidade, boa parte da população pobre de Belém se deslocou para as áreas de baixada, que eram vistas como espaço de ocupação provisória. Hoje, a Terra Firme tem mais de 60 mil habitantes e se encontra com outro bairro ainda mais populoso, o Guamá, com mais de 100 mil moradores, onde proliferam as áreas carentes de infraestrutura e de serviços públicos, situação propícia para que se revelem a pobreza e a miséria. Cria-se, então, um locus estratégico para a manifestação do tráfico e, assim, da violência.

“Onde o Estado se ausenta, a criminalidade se apresenta como boa oportunidade. E é aí que entra toda a teoria da escolha racional: a população que está desempregada, ganha pouco ou vive em situação de extrema pobreza é facilmente captada pelo tráfico. Desse modo, surge uma territorialidade precária e, a partir daí, a manifestação simbólica do tráfico. Isso não quer dizer que o tráfico e a violência urbana existam somente na Terra Firme ou nas áreas precárias e de ocupação espontânea, mas esses são fatores que propiciam essa manifestação social e disseminam esse conceito”, explica Aiala Colares, que também é um morador do bairro.

Moradores estigmatizados

Devido a essa lógica determinante, no caso da Terra Firme, todo o bairro fica estigmatizado. Alguns pontos são mais críticos, onde nem a polícia se aventura a entrar sem um grande aparato. “De acordo com o mapeamento realizado, merecem destaque áreas como a do Tucunduba, a da passagem Nossa Senhora das Graças, que é conhecida como o shopping da droga e a da Avenida Perimetral, onde existe uma disputa muito grande entre os próprios grupos, conflitos que geram homicídios entre os comandantes do tráfico”, continua o geógrafo.

E dentro de um bairro que vive uma segregação e uma realidade de exclusão tão intensa, que estigmatiza qualquer cidadão só pelo fato de residir no local, torna-se muito fácil entrar na criminalidade. “Grande parte dos jovens que entra no tráfico ou em bandos de assaltantes teve uma infância conturbada e traz o trauma da exclusão social. A maioria também começa a trabalhar muito cedo, sem ter estrutura educacional sólida. Nessa perspectiva, veem a margem de lucro muito maior no crime e no tráfico de drogas do que nos rendimentos ínfimos garantidos pela economia formal”.

Um exemplo: cinco gramas de pó de cocaína, droga muito consumida hoje, em Belém, equivale a R$ 100, quantidade vendida em menos de 10 minutos num ambiente como o de uma festa de aparelhagem. Um quilo de pó de cocaína custa de R$ 28 a 30 mil. “Tal estimativa de ganho atrai muito mais do que um salário mínimo. É dessa forma que, em algumas situações de desemprego, de desespero e de abandono, o tráfico, que proporciona vultosos lucros, colabora para que a realidade de violência predomine”.

A pesquisa demonstra que o comércio ilegal de drogas estabelece a configuração de territórios-zona e territórios-rede. O traficante da periferia está inserido na lógica da organização dos territórios-zona: ele atua no bairro, naquele local isolado e específico. Existem os pontos de venda e os territórios delimitados por esses grupos, os quais atuam de forma conjunta ou, então, entram em conflito com outros grupos. Já os territórios-rede envolvem uma escala muito maior, os centros de consumidores mais sólidos e fortes, que são os consumidores de elite e a ligação dos pontos de venda de pasta de cocaína com a produção dos países andinos – Colômbia, principalmente.

“Dessa forma, os bairros da Terra Firme e do Guamá se destacam como rota de passagem da droga, que é distribuída para os bairros da região metropolitana. Ou seja, a Terra Firme e o Guamá representam o ‘nó da trama’ das redes ilegais em que a droga se infiltra muito facilmente”, afirma o pesquisador. “Esse fato permite a compreensão de que o tráfico não nasce na periferia. É como se ele fosse consequência do sistema, manifestada a partir da realidade socioeconômica vivida nas periferias, e da realidade cultural do século XXI, pautada pela sociedade do consumo”, complementa.

Segundo Aiala, a economia do crime está dentro de uma integração perversa e se relaciona com o poder exercido pelos grupos que se envolvem em atividades criminosas e que impõem à comunidade determinadas regras. Esse conceito está associado à lógica daquilo que o pesquisador denomina de “territorialização perversa”. “Na periferia, o traficante não cria apenas uma relação de compra e venda, mas também uma relação de poder. Nas favelas do Rio de Janeiro, os traficantes se tornam responsáveis pela saúde e segurança dos moradores. Na Terra Firme, os assaltos e os homicídios ocorrem nas áreas dominadas pelos traficantes, pois é assim que eles demonstram ter poder”.

A situação se agrava quando o papel assumido pelo Estado alimenta comportamentos de revolta e violência ao atuar, basicamente, de forma repressora. “Para combater essa realidade, é preciso criar um ambiente social mais sólido, com planejamento urbano e desenvolvimento econômico. Nesse contexto, a Universidade tem um papel importante ao incentivar a criação de políticas públicas e ao implementar projetos de extensão”, finaliza o pesquisador.

Fonte: Jornal Beira do Rio UFPA

Leia o artigo completo publicado pelo NAEA/UFPA aqui.

Escrito por Marcelo

26 26UTC janeiro 26UTC 2010 em 1:15 PM

Sensibilidade Social para Executar e Julgar o ProJovem [Juventude em Pauta]

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O Valor Econômico publicou ontem reportagem chamada Programas para jovens ficam aquém das metas. Por um lado, é de louvar que um jornal importante, renomado e tão específico – sobre assuntos econômicos – como ele paute a juventude. Sinal dos tempos. Mas, por outro, comete uma injustiça ou uma má leitura dos números.

O Valor começa a matéria assim: “O governo Lula chega ao último ano de mandato enfrentando as mesmas dificuldades que teve no início da implementação da política nacional voltada para os 4,5 milhões de jovens que estão em situação de risco: sem emprego, sem ensino fundamental e fora da escola”. E depois diz : “O país tem hoje um contingente de 50,2 milhões de jovens. A meta do governo é encerrar 2010 com 2,3 milhões de jovens atendidos nos cursos oferecidos pelos Projovem urbano, Projovem adolescente, Projovem campo e Projovem trabalhador. É um objetivo ambicioso”.

Ora, dos 4,5 milhões de jovens que estão em situação de risco, para quem foi criado, o ProJovem em suas quatro modalidades já atingiu 1 milhão e a meta de fechar 2010 com 2,3 milhões de jovens atendidos, precisando abarcar 1,3 mi ainda esse ano, não é nenhum absurdo se considerarmos que o programa incorporou 500 mil/ano em média, tendo ele sido lançado no início de 2008 dentro de uma certa confusão administrativa, saindo, como lembra o Valor, do fracasso do Primeiro Emprego e sendo, na prática, a fusão de iniciativas dispersas e pontuais, terá seu ápice orçamentário.

Todavia, se cumprir apenas a média, terá alcançado 1/3 de toda a juventude em situação de risco em apenas 3 anos. Um sucesso que salta aos olhos e fundamenta a luta pela sua ampliação orçamentária e numérica (em alcançados) e estruturação operacional crescentes.
Quanto às críticas sobre os números da evasão (20%), o olhar tem ser o oposto do comum: o ProJovem tem conseguido acelerar a escolaridade e educar para o trabalho 80% de jovens matriculados, que vivem nas piores condições sociais e psicológicas possíveis e não à toa são classificados como em “situação de risco”.

O que seria muito útil o Valor fazer para mensurar o prograrama é um estudo, ainda que limitado, sobre a absorção dessa força produtiva juvenil formada pelo ProJovem e seus impactos sobre a economia.

Fonte: http://juventudeempauta.blogspot.com/2010/01/sensibilidade-social-para-executar-e.html

Escrito por Marcelo

25 25UTC janeiro 25UTC 2010 em 2:44 PM

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Programas para Jovens Ficam aquém das metas [Projovem]

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Para refletir sobre o tema.

O governo Lula chega ao último ano de mandato enfrentando as mesmas dificuldades que teve no início da implementação da política nacional voltada para os 4,5 milhões de jovens que estão em situação de risco: sem emprego, sem ensino fundamental e fora da escola. Depois do fracasso do Primeiro Emprego, lançado em 2003, o governo unificou, em 2008, todos os programas na Secretaria Nacional de Juventude, mas os problemas que encontrou ao começar o mandato continuam quase intactos: alto índice de evasão, a competição com o crime organizado, a taxa de mortalidade e a falta de visibilidade que esse segmento oferece ao setor público. “Infelizmente, o Brasil entrou tardiamente na discussão desse tema”, admitiu ao Valor o secretário nacional de Juventude, Beto Cury, que terá, este ano, um orçamento de R$ 1,554 bilhão.

O país tem hoje um contingente de 50,2 milhões de jovens. A meta do governo é encerrar 2010 com 2,3 milhões de jovens atendidos nos cursos oferecidos pelos Projovem urbano, Projovem adolescente, Projovem campo e Projovem trabalhador. É um objetivo ambicioso. Desde a unificação dos programas, em 2008, matricularam-se 1 milhão de jovens. Os demais 1,3 milhão precisarão ser incluídos nos 11 meses que restam do mandato do presidente Lula.

O índice de evasão, porém, ainda é muito elevado: 20% em média. No Pará, por exemplo, esse percentual chega a 33%. Além disso, a faixa etária – principalmente a situada entre os 24 e 29 anos – é o maior alvo de mortes violentas no país, incluindo homicídios. Também representa 70% dos 500 mil detentos brasileiros. “O jovem tem que ser seduzido e perceber que tem oportunidade de crescimento”, disse Cury.

Desde o início da gestão Lula, houve dificuldades para concretizar políticas públicas voltadas para a juventude. No princípio do primeiro mandato, o presidente lançou o programa Primeiro Emprego, que pretendia oferecer a jovens carentes a primeira experiência profissional em empresas privadas. O programa fracassou.

“O governo apostou muito no engajamento das empresas, o que não aconteceu. Muito desse desinteresse decorre dos jovens terem baixa escolaridade e pouca ou nenhuma noção de informática, não preenchendo os requisitos para ocupar as vagas que foram disponibilizadas”, justificou o secretário.

Em 2008 o governo decidiu unificar as várias iniciativas em execução (Projovem original, Agente Jovem, Saberes da Terra, Escola de Fábrica, Juventude Cidadã e Consórcio Social) nos quatro programas coordenados pela Secretaria Nacional de Juventude, e ampliou de 24 para 29 anos a idade máxima atendida , seguindo as novas convenções internacionais para definir juventude. “Nós oferecemos cursos de informática, profissionalizantes e um diploma, além de uma bolsa de estudo de R$ 100″, afirmou Cury.

“Esse não é um programa de transferência de renda. A bolsa só continua a ser paga pela Caixa Econômica Federal se houver uma comprovação de 75% de frequência e entregar 75% dos trabalhos escolares”, completou. Ele acredita que a criação da secretaria e a unificação dos programas pode ajudar na tarefa de consolidar uma política destinada aos jovens. Além disso, a maior parte dos Estados e alguns municípios já criaram órgãos institucionais voltados para esse segmento.

“Em 25 dos 27 Estados e em pelo menos 700 municípios existem secretarias, conselhos e outros fóruns formuladores de políticas para os jovens. É fundamental o engajamento de prefeitos, governadores e outros agentes públicos”, afirmou.

Apesar do número de municípios com secretarias ser baixo diante do total – 5.563 em todo o país – ele afirma que nos grandes centros, onde o problema é mais crônico, essas instâncias já estão presentes. Ele reconhece, contudo, que nos dois principais centros metropolitanos do país – Rio de Janeiro e São Paulo – a situação da juventude é mais complexa.

Para mostrar o grau de dificuldade do trabalho nessa área, o secretário citou dois casos. Um, da escola que atendia duas comunidades carentes do Rio de Janeiro, controladas pela mesma facção criminosa. Na guerra do tráfico, uma delas foi invadida por uma facção rival. “Da noite para o dia, esses jovens da comunidade invadida foram obrigados a parar de frequentar a escola, porque, sob o comando de uma facção rival, tornaram-se inimigos dos jovens do outro morro”, contou.

O outro ocorreu quando um monitor do ProJovem percebeu a ausência de três alunos, em Recife, a capital com o maior índice de homicídios no país. Eles estavam presos. O monitor prontificou-se a ir ao presídio, os jovens assistiram as aulas e fizeram as provas nas celas.

Autor(es): Paulo de Tarso Lyra
Valor Econômico – 19/01/2010

Escrito por Marcelo

25 25UTC janeiro 25UTC 2010 em 2:42 PM

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Nota de Repúdio da Marcha Mundial de Mulheres (Pará) à violência sexista

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Nota de Repúdio

A Marcha Mundial das Mulheres – Pará vem a público manifestar seu total repúdio à violência sexista contra Renata Modesto Ferreira, de 23 anos, que foi agredida com um soco no rosto e baleada pelas costas pelo Policial Militar Jeferson Lobato Santos, após ter sido assediada pelo policial.

A jovem Renata hoje corre sérios riscos de ficar paraplégica, pelo simples motivo de que não gostou da atitude do policial, que “mexeu com ela na rua” e respondeu a ele. O Policial está respondendo o processo em liberdade.

Praticamente todos os dias são noticiados nos veículos de mídia crimes cometidos contra as mulheres. O que não se diz nos jornais é o real motivo desses crimes.

Não é novidade que a violência contra mulher está presente em nosso cotidiano. Atualmente, segundo dados da Fundação Perseu Abramo, a cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil. A violência sexista é usada como uma ferramenta de controle da vida, corpo e sexualidade das mulheres por homens, grupos de homens, instituições patriarcais e Estados.

Apesar de ser mais comum na esfera privada, como violência doméstica – seja esta sexual, física, psicológica ou abuso sexual – a violência contra as mulheres e meninas ocorre também na esfera pública, que entre outros inclui: feminicidio, assédio sexual e físico no lugar de trabalho.

O machismo estruturado na sociedade nos oprime e nos acorrenta. O silêncio, a discriminação, a impunidade, a dependência das mulheres em relação aos homens e as justificações teóricas e psicológicas toleram e agravam a violência para as mulheres.

Nós da Marcha Mundial das Mulheres organizadas pelo fim do machismo na sociedade, não toleramos nenhum tipo de violência contra a mulher e denunciamos a violência sexista praticada pelo Policial Militar Jéferson Lobato Santos.

Nos solidarizamos com a jovem Renata Ferreira e com todas as mulheres que sofrem com a violência sexista. Não calaremos até que todos os culpados sejam punidos!


Comitê Estadual da

Marcha Mundial das Mulheres – Pará

Mais informações: http://www.mulheresemmarcha.blogspot.com/

http://www.diariodo para.com.br/noticiafullv2 .php?idnot=75717

Escrito por Marcelo

24 24UTC janeiro 24UTC 2010 em 8:44 PM

Boris Casoy, o filho do Brasil [por Paulo Ghiraldelli Jr]

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A função desse site é discutir temas da atualidade e também reproduzir bons textos surgidos na internet. Recebi o texto de autoria de Paulo Ghiraldelli Jr que trata da questão do preconceito contra os pobres que constroem esse país e tem como retribuição o deboche e a humilhação  demonstrada em rede nacional pelo jornalista Boris Casoy. Na minha opinião e usando as palavras do próprio ancião preconceituoso: isso é uma vergonha!

Uma parte da nossa esquerda política imagina que os ricos não são brasileiros. Pensam que eles ainda são os filhos de uma elite que estudou na Europa e que, se o Brasil for mal, irá embora daqui. Imagina que são pessoas completamente por fora da vida cotidiana do Brasil. Essa visão da esquerda pouco ajuda. Enquanto não entendermos que um homem de direita como Boris Casoy é tão “filho do Brasil” quanto Lula, não vamos descrever o Brasil de um modo útil para os nossos propósitos de melhorá-lo.

Creio que o vídeo que mostra Boris ridicularizando de maneira odiosa os garis, com o qual iniciamos o ano, deveria valer de uma vez por todas para compreendermos algo que, não raro, há vozes que querem negar: “o ódio de classe” permanece entre nós – sim, nós os brasileiros. Deveríamos levar em conta isso, sem medo, ao descrever o Brasil.

Quando Ciro Gomes, ao comentar algumas reações às políticas sociais, então vindas de determinados grupos da imprensa, disse que tal coisa era obra “da elite branca”, a reação da direita foi imediata. Um dos elementos mais à direita que temos na imprensa brasileira, Reinaldo de Azevedo, saiu rasgando o verbo. Primeiro, elogiou Patrícia Pillar, atriz mulher de Ciro, para não criar desafetos, e em seguida tratou o político como um bobalhão que teria falado de algo que não existe no Brasil. Ciro teria bebido demais em algum rortianismo, lá nos Estados Unidos, quando então fez curso arrumado por Mangabeira Unger. Voltando de lá mais à esquerda do que foi, estaria inventando divisões que aqui não existiriam. Reinaldo não é um jornalista sofisticado para escrever isso, mas o que disse, no meio de sua pouca cultura, queria transmitir essa idéia.

Mas quando ouvimos o que um Boris Casoy diz por detrás das câmeras, não temos como não admitir que Ciro está certo: existe uma “elite branca” no Brasil que sente profundo desprezo para com tudo que é do âmbito popular. Pode ser que vários membros dessa “elite branca” não sejam tão cruéis quanto Casoy. Pode ser, mesmo, que vários dos ricos que estão nessa “elite branca” se sintam desconfortáveis, perante os preceitos cristãos de humildade que dizem adotar, quando escutam isso que ouvimos de Boris Casoy. Todavia, o que Casoy falou é o que se pode ouvir, entre um uísque e outro, nas festas antes organizadas pelo empresariado que amava da Ditadura Militar, e que hoje é feita para angariar fundos para o PSDB, o partido que havia nascido com o propósito de não ser a direita política, mas que, agora, assume esse papel.

Não quero de modo algum, com esse artigo, provocar aqueles que, sempre pensando só de modo dual, logo dirão: “ah, mas a esquerda é blá, blá, blá”. Sou um homem de esquerda. Minha condição de filósofo me dá alguns instrumentos para analisar de onde venho. Podem ficar tranqüilos. Aliás, sou uma pessoa que adora a frase de Fernando Henrique Cardoso, quando ele disse, se referindo a ele mesmo por conta de acreditar que sua política econômica, ela própria, já era política social: “não é necessário ser burro para ser de esquerda”. Mas aqui, não quero falar da esquerda. Quero mostrar que gente como Boris Casoy não caiu no Brasil vindo de Plutão. Muito menos estudou na Europa. Gente como Boris Casoy estava no Mackenzie, fazendo curso superior, mais ou menos no tempo em que Lula deveria estar vendendo limão na rua. Isso não transforma o Lula em um bom homem e o Boris em um perverso. Mas isso dá, claramente, razão a Ci ro Gomes: há sim uma “elite branca” que não respeita garis, que não os acham gente, e que transferem esse ódio ao Lula, principalmente quando olham para ele e o vêem sendo abraçado por um Sarkozi, na capa do Le Monde .

Sarkozi é o presidente da França. E não é de esquerda. Eis então que toda a direita no Brasil comemorou sua eleição. Todavia, Sarkozi aparece abraçado com Lula, sem o preconceito de classe que vários dos próprios brasileiros ainda possuem contra Lula, então, esse fato Lula-Sarkozi, deixa essa “elite branca” despeitada. Ela se pergunta, raivosa: “por que não FHC ou Serra?” Por que aquele “analfabeto”, por que ele, aquele … “gari”? Sim, a fala de Boris é o equivalente dessas frases que eram, até pouco tempo, restritas aos círculos da Ana Maria Braga, Regina Duarte, José Neumanne Pinto e Danusa Leão. Foram esses círculos que fingiram se espantar com o relato de César Benjamim, sobre Lula na prisão. (a história de que Lula teria tentado comer um garoto lá). Fingiram, sim, pois já haviam escutado isso em festinhas e riam disso, tratavam de fazer correr a fofoca, sendo ela verdadeira ou não.

Caso queiramos melhorar o Brasil, vamos ter de ver que os brasileiros – muitos – pensam como Boris Casoy. E atenção nisso: não vamos culpá-lo pelos seus cabelos brancos não! Mainardi, na Globo, ainda não tem cabelos brancos e pensa a mesma coisa. Na Band, vocês já viram o tipo de preconceito de classe contra pobres que aparece no CQC? Já viram o menino Danilo Gentili insultando os pobres, jogando comida para eles? Não? Pois saibam que isso ocorreu sim! Esse tipo de humor é necessário?

Estamos há duas décadas da “piada” de Chico Anísio contra Lula, dizendo que se Marisa fosse a primeira dama e fosse morar no Planalto, ficaria esgotada ao ver quantas janelas de vidro teria de limpar. Naquela época, a Globo fez Chico Anísio pedir desculpas em artigo na imprensa. E ele pediu! De lá para cá, o que mudou na TV brasileira? Ora, o vídeo de Boris Casoy nos diz que pouca coisa mudou. Que ainda precisamos de muito para evoluirmos. Temos uma longa caminhada pela frente no sentido de educar aquele brasileiro que não consegue entender que o dia que um lixeiro parar, ele, o rico, vai ver todas as moscas botarem ovos no seu ânus, e quando ele acordar, ele terá sido devorado em vida pelos vermes. Estamos ainda precisando de uma forte pedagogia que entre nas escolas de modo a evitar que os brasileiros do futuro sejam os Casoys da vida.

As pessoas podem ser de direita, isso não deveria implicar em perder a capacidade de ver na condição social de concidadãos algo que não os desmerece (o bom exemplo não é, enfim, o próprio Sarkozi?). No Brasil, no entanto, a direita política não consegue apresentar um comportamento de brasileiros que gostaríamos que todos nós fôssemos, ou seja, pessoas capazes de ver em cada outro que lhe presta um serviço um homem digno.

Fonte: Blog do Ghiraldelli Jr

Para quem não assistiu a demonstração preconceituosa do referido jornalista, eis aqui a prova:

Escrito por Marcelo

19 19UTC janeiro 19UTC 2010 em 9:28 PM

Belém do Pará: A cidade do Lixo

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Assim como Paris é a cidade Luz, Belém é conhecida nacionalmente pelo lixo nas ruas, a cidade lixo. Na reportagem de ontem veiculada pela TV Globo no Programa fantástico, no qual Belém figura como a 3ª capital mais suja do Brasil o Secretario de Saúde, Eng° Sérgio Pimentel disse que: “Belém tem um problema sério que é o vandalismo. Você implanta lixeiras e elas são vandalizadas com muita rapidez. Às vezes, faltam recursos para repor essas lixeiras que são vandalizadas”.

Concordo com a posição do secretário em parte. As lixeiras de rodinhas (conteineres) implantados na gestão Edmilson Rodrigues foram (e são) alvo de constate vandalismo, principalmente na área do ver-o-peso, já que os vândalos roubam as rodas das lixeiras para fins alheios. O vandalismo é uma questão de segurança pública, responsabilidade do Governo.

De modo geral Belém tem poucas lixeiras, basta andar pelo centro ou pelo subúrbio para perceber a ausência delas (eu mesmo guardo meu lixo no bolso e tenho que caçar uma lixeira, o que é demorado). Nos locais onde encontramos elas estão abarrotadas de lixo ou com lixo ao lado (as lixeiras fixas, as “laranjinhas” não suportam lixos maiores, como garrafas PET ou coco). Algumas lixeiras fixas de ferro como por exemplo as do Mercado de São Braz estão corroídas pelo tempo.

A prefeitura deveria dispor de mais lixeiras na cidade, em especial nos bairros mais afastados que possuem coleta de lixo três vezes por semana apenas (o que acaba gerando acúmulo de lixo nas ruas, já que ninguém quer deixar o lixo dentro de casa).

A prefeitura deveria tratar com seriedade o lixo, aumentado o horário de coleta, investindo em equipamentos de reciclagem, coleta seletiva e  em campanhas educativas de concientização, principalmente nas escolas municipais e nos bairros periféricos. Com a prefeitura fazendo a sua parte e a população também perderemos esse título ingrato de “cidade do lixo”.

Escrito por Marcelo

18 18UTC janeiro 18UTC 2010 em 5:44 PM

CPI da Pedofília no Pará: Ameaça de Morte e Perseguição

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Recebi a presente carta via Fórum Paraense de Educação no Campo e socializo o drama vivido pela família que acolheu vítima de abuso e agressão, o(s) autore(s) estão ameaçando a família e algo deve ser feito pelas autoridades, que dessa vez elas se façam presentes e que não ocorra mais um evento de violência, dos tantos que ocorrem em nosso Estado, marcado pelo derramamento de sangue inocente.  Aqui Norte é com “M”.


Manaus, 07 de Janeiro de 2010.

Amigos, a mensagem abaixo foi enviada aos jornais paraenses diante do período de terror vivenciado por mim e por alguns familiares. Pedimos ainda, que reenvieem esta mensagem a outras pessoas, para que alguém possa intervir e impedir que algo de mal aconteça.

Senhor Redator,

Peço-lhe que noticie um fato que vem ocorrendo contra parte da minha família, em Cametá, nordeste do Pará, em que nós eu: Amarílis Maria Farias da Silva, meu irmão Even Farias da Silva e meu Pai João Moraes, que acolhemos em junho de 2008 uma adolescente de 14 anos, neta do meu pai, que fora vítima de tortura física (surra dada com terçado) e constrangimento moral pela mãe, minha irmã Aida Maria Farias da Silva, atualmente morando em Brasília e de assedio sexual com atentado violento ao pudor atribuído ao pai, Paulo Gonçalves Damasceno (que se suicidou semanas após ser ouvido pela CPI da Pedofilia em audiência pública em Cametá em agosto de 2009).
Nós em punição ao ato de termos acompanhado a vítima e a mantê-la sob nossa proteção, inclusive com guarda provisória (nunca contestada pelos pais que também nunca soube de declaração oficial feita por eles de tratar-se de uma calúnia), estamos jurados de morte, pelos parentes paternos do casal, desde Junho de 2008, quando a vítima denunciou os pais à polícia.
Esta ameaça não foi denunciada por ausência de testemunha apesar de minhas irmãs, apoiadoras do casal denunciado: Ângela Maria Farias da Silva e Aracele Maria da Silva Baia, serem sabedoras da ameaça de morte, fato que tomei conhecimento casualmente em Dezembro de 2008, através de uma conversa com Aracele, confirmada pela Ângela, que assegurou que o ameaçador em questão já havia morrido.
Novamente essa ameaça surgiu em conversa entre parentes na semana passada em Cametá, vindo a ratificar o que a seguir sucedeu: Hoje, 07/01/2010, meu pai João Moraes da Silva, um cidadão de quase oitenta anos de idade, foi intimidado, constrangido e ameaçado de “pagar muito caro pelo aconteceu” pelo pai do suicida, o Sr. Manoel Damasceno Filho, sindicalista do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cametá, Presidente da Casa Familiar Rural de Cametá, Produtor rural da localidade de Ponta Grande na Estrada Transcametá.

A agressão e a implícita ameaça de morte, anunciada pelo Sr. Manoel Damasceno Filho contra Meu pai, se estende ao meu irmão Even Farias da Silva.

Diante dessa situação de terror já tomamos as seguintes providências: 1. Em 13/10/2009, foi envida uma carta as autoridades que professam estarem comprometidas com a defesa da infância e
adolescência neste país, e que nunca obtivemos qualquer resposta; 2. A polícia de Cametá, foi comunicada hoje, 07/01/2010 sobre o ocorrido, da qual aguardamos prontidão;
3. Estamos dando conhecimento aos jornais do Pará, pedindo ajuda ao divulgarem esta denuncia, para que as autoridades, inclusive os deputados da CPI tenham pressa em agir no impedimento desse possível crime.

Estamos solicitando a quem interessar possa, inclusive os próprios familiares do lado de lá que intervenham, que evitem esse episódio, que religiosos, entidades como os próprios sindicalistas intervenham buscando o bom senso para dar o rumo possível nessa situação. Tomem providências imediatas, buscando impedir que um mal maior venha a ocorrer, pois se nos calarmos, e essa ameaça se cumprir, estará em jogo toda a mobilização para se inibir e erradicar a pedofilia e crimes contra a infância e adolescência ocorridos e ocultados no seio das famílias paraenses.

Atenciosamente,

Amarilis Maria Farias da Silva

Adede Maria Farias da Silva

Para ajudar entre em contato: (91) 3781-2825

Escrito por Marcelo

8 08UTC janeiro 08UTC 2010 em 5:08 PM

Premiação Melhor Blog Paraense 2009

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A comunidade blogueira do Pará está a cada dia se profissionalizando e mudando o conceito de blogueiro no Pará (apesar da péssima conexão) e no Brasil. Ano passado ocorreram encontros e a 1ª edição do concurso, o que foi o ínicio desse vitorioso movimento.

A edição 2009 ocorrerá hoje (10/12) no auditório Davida Mufarrej na Unama Alcindo Cacela às 19h, lá iremos conhecer o Blogstar 2009 , os vencedores nas categorias específicas (humor, opinião, revelação, ficção e cotidiano) e o Prêmio Juvêncio Arruda (falecido blogueiro e jornalista autor do 5ª emenda).


Jurados presentes: Celso Cestaro, Maestro Billy, Mario Camarão, Mariano Jr e Pedro Loureiro de Bragança (Predox).

Atração artística: Serginho Cunha (Clube da Piada).


O presente blog não está participando na disputa (por ser um blog rústico demais e muito textual), mas fica aqui o apoio pos parabéns pela mobilização e iniciativa.


Escrito por Marcelo

10 10UTC dezembro 10UTC 2009 em 1:44 PM

Duciomar Costa e a Cassação: um mal necessário

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A Justiça Eleitoral do Pará (98ª zona), que cassou o diploma do então prefeito de Belém Duciomar Costa (PTB), deu início a uma novela: Belém tem de fato um ou dois prefeitos? Duciomar está no cargo hoje por conta de uma liminar, que a qualquer momento pode cair e Priante foi empossado, mesmo não tendo a diplomação do TRE, portanto, sua posse foi simbólica na verdade.

É inegável que Duciomar tenha se utilizado da administração pública para ter vantagem nas últimas eleições, as placas pela cidade não mentem, inclusive grande parte dessas placas (muitas fincadas na periferia da cidade) anunciavam obras inexistentes, sem preço, sem nome de empreiteira e nem de financiadora, obras que sequer foram feitas, mas em cada esquina do Guamá por exemplo(reduto eleitoral de Duciomar) tinha uma, sem falar na quantidade de ruas asfaltadas (na verdade apenas uma capa selante e uma fina camada de asfalto) na periferia era grande e todos sabem que asfaltar ruas é uma ótima forma de se angariar votos.

Não tenho dúvida que o atual prefeito cassado é incompetente, aliás sempre foi, a origem humilde e as ações assistencialistas (como o ônibus que transportava passageiros de graça) foram a mola propulsora para o legislativo inicialmente e depois o executivo, Duciomar não é uma liderança política em nosso Estado, temos poucas, quase nenhuma de boa índole e compromisso com a população, basta observar o caos na saúde pública, a industria da multa na CTBel, o caso dos carros doados para a saúde, mas que pararam na Guarda Municipal (caso que se tornou recentemente parte da mostra sobre improbidade administrativa do Ministério Público Federal do Pará), desmandos na SEMEC (ver o caso Escola Bosque), ausência de concursos públicos (que deram lugar para os processos seletivos simplificados, uma forma legal de se colocar apadrinhados políticos), dentre outras ações negativas constantes nessa administração.

A certeza que nós podemos ter é que qualquer um que esteja no poder mudará pouca coisa, pelo menos a curto prazo e nós precisamos de coisas a curto prazo, a cidade está abandonada a muito tempo, o legado dessa disputa é a instabilidade política na cidade e o avanço da área de influência do PMDB (o partido de Priante), partido esse que em outrora apoiou e rompeu com os tucanos (que permaneceram 12 anos no poder), apoiou o PT em 2006 (e ao que tudo indica a aliança com Ana Júlia não será reatada, a não ser que a lista de atribuições e cargos seja tentadora).

A cassação de Duciomar o coloca na história (o 1° prefeito da capital cassado por abuso de poder econômico) e encerra uma história de muito sofrimento, descaso e anti-democracia que Belém passou (e pode passar novamente, só saberemos depois).

Cenas do próximo capítulo em 2010.

Escrito por Marcelo

10 10UTC dezembro 10UTC 2009 em 1:25 PM

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